sábado, 18 de setembro de 2010

O Reino dos Céus na Terra I

"Eu estou empenhado, com todas as minhas forças na concretização do Reino dos Céus na Terra."

A Igreja Messiânica Mundial tem por finalidade construir o Paraíso Terrestre, criando e difundindo uma civilização religiosa que se desenvolva lado a lado com o progresso material.

Não há dúvida de que o "Paraíso Terrestre é uma expressão que se refere ao mundo ideal, onde não existe doença, pobreza nem conflito. O "Mundo de Miroku", anunciado por Buda, o advento do "Reino dos Céus", profetizado por Cristo, a "Agricultura Justa", proclamada por Nitiren, e o "Pavilhão da Doçura", idealizada pela Igreja Tenri-kyo, têm o mesmo significado. A diferença é que não se fez indicação de tempo. Mas eu cheguei à conclusão de que o momento se aproxima. E o que significa isto? É a hora da "Destruição da Lei", prevista por Buda, e do "Fim do Mundo" ou "Juízo Final", profetizado por Cristo.

Seria uma infelicidade se o Paraíso Terrestre pudesse ser estabelecido sem que isso afetasse o homem. Antes, porém, é indispensável destruir o velho mundo a que pertencemos. Para a construção do novo edifício, faz-se necessária a demolição do prédio velho e a limpeza do terreno. Deus poupará o que for aproveitável – e a seleção será feita por Ele. Eis a razão pela qual é importante que o homem se torne útil para o mundo vindouro.Ultrapassar a grande faze de transição significa se aprovado no exame divino, e a Fé é o único caminho para obtermos aprovação. (...)

Alicerce do Paraíso. 'O que é a Igreja Messiânica Mundial" – 25/01/1949

"Cultura totalmente livre de doença, pobreza e conflito: eis a cultura do Reino dos Céus ou Paraíso."

Apesar de nossa Igreja anunciar-se como religião e apresentar certa diferença em relação às demais, em geral, as pessoas acham que ela não passa de uma das novas seitas religiosas. Essas pessoas estão com toda razão, pois até hoje não surgiu nenhuma religião tão maravilhosa como a nossa. Não se trata de uma simples religião que possa ser compreendida do ponto de vista das religiões tradicionais; entretanto, não encontrando um nome adequado, denominei-a Igreja Messiânica Mundial. E por que não existe um nome adequado para ela? Porque até hoje não existiu nada que tivesse características semelhantes às suas. Sendo assim, vou esclarecer os pontos em que ela diverge das demais.

A nossa Igreja descobriu todos os erros fundamentais da cultura básica – excetuando a Religião – e procura levar ao conhecimento de todos o que é a verdadeira cultura; além disso, apresenta claramente o método para alcançá-la. Dessa forma, promove uma revolução da cultura em grande escala. Quando esses fatos foram conhecidos pelo mundo inteiro, ela irá despertar grande atenção e interesse em toda a humanidade, principalmente entre os intelectuais.

Até os dias de hoje, em cada época apareceram grandes personagens que realizaram trabalhos revolucionários para a evolução da cultura; esses trabalhos; esses trabalhos, porém, eram limitados a uma determinada área e careciam de eternidade. Basta observar o mundo contemporânea para se comprovar tal fato. Entre esses líderes, Buda e Cristo conseguiram obter resultados maravilhosos na revolução religiosa. Entretanto, isso ocorreu principalmente na parte espiritual, e quase nada se fez na parte material. Além do mais, pelo fato de, naquela época, a cultura ser um tanto primária, bem diferente dos dias atuais, não existindo os méis de transporte e outras condições necessárias que possuímos atualmente, as influências dos acontecimentos não ultrapassavam as "fronteiras" do Oriente e do Ocidente.

Hoje, entretanto, ultrapassada a primeira metade do século XX, atingiu-se um nível de cultura sem termos de comparação, e poderão concordar comigo que a grande revolução que pretendo realizar não é nenhum sonho. No seu decurso, logicamente haverá a destruição e a construção. Mas não se trata de destruição causada pelas forças externas, e sim de autodepuração através do juízo de Deus; por outro lado, também é a construção da nova cultura. Queiramos ou não, esse tempo está se aproximando a casa momento. Em outras palavras, o que pertence ao Bem será poupado, e o que pertence ao Mal será destruído. Creio que com esta explicação poderão imaginar o que vem a ser o objetivo de Deus.

Mas será que durante a nossa vida esse grande empreendimento que nos parece algo fantástico irá se concretizar realmente? Eu próprio nunca havia pensado nisso, nem mesmo em sonho. Como religioso, desejava unicamente fazer o máximo para a salvação da humanidade e acreditava que essa era a missão atribuída a mim por Deus. Entretanto a medida que o trabalho ia sendo desenvolvido, fui compreendendo claramente a minha importante missão de construir a nova cultura. Ao mesmo tempo, em face de sucessivos e surpreendentes milagres, precisei tomar a minha grande decisão. Entre tais milagres, avultava o fato do grandioso empreendimento ter sido minuciosamente planejado por Deus há vários milhões de anos. Além de ver com os meus próprios olhos vários acontecimentos ou fenômenos que comprovam essa verdade, também compreendi que as profecias feitas por vários homens santos, desde tempos antigos, eram insinuações da nova cultura. Portanto, firmemente convicto, já sem qualquer dúvida ou vacilação, estou desenvolvendo de corpo e alma a grande obra de salvação da humanidade.

As pessoas que desconhecem tais fatos talvez me achem um megalomaníaco, mas a verdade é que eu tenho uma natureza diferente das demais pessoas. Sou tão cauteloso e medroso que jamais consigo mentir ou falsear as coisas; entretanto, apesar de pertencer à classe das pessoas demasiadamente honestas, estou me abrindo de modo extremamente audacioso. Daí poderão imaginar o quanto estou seguro nas minhas convicções.

Revista Tijô-Tengoku no 33 – "A Igreja Messiânica Mundial e a Revolução da Cultura" – 25/02/1952

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

“Eu conduzo ao protótipo do Paraíso, ainda que por pouco tempo, as criaturas sofredoras deste mundo infernal.”

Depois da criação do mundo, nunca existiu uma obra tão grandiosa, de tão grande importância, e motivo de tanta alegria. No Japão, dizem que o general Hideyoshi Toyotomi construiu o castelo de Oossaka e que Nikko foi construída por xóguns de três gerações. Estas construções, entretanto, tinham um motivo completamente diferente da obra que estou realizando. Elas foram realizadas para enaltecer os seus autores e mantê-los no poder, isto é, para sua defesa nas ocasiões de guerra. Eram uma forma de prevenção para eles não serem dominados na luta, uma espécie de orgulho do seu próprio poder. (...) Realmente, era muito escasso o interesse pelo público. Sendo eles japoneses, deveriam alegrar todo o povo japonês. Consequentemente, seus autores estavam centralizados em si mesmos, em seu próprio benefício.

Também no Vaticano, na Itália, tem cunho religioso, sendo a sede central para propagação do cristianismo, que na Era Romana teve grande expansão. Com as doações de mercadorias e de dinheiro é que foi possível construir, gradativamente, aquele Museu de Arte. Portanto, ele é quase que totalmente religioso. No ano passado, ganhei fotos coloridas de pinturas a óleo do Vaticano e achei-as realmente maravilhosas. Vistas através de fotografias, elas já são belas, imaginem pessoalmente. Fiquei deveras surpreso. Não obstante, o Vaticano foi criado por uma religião. A cultura americana também é maravilhosa, mas é motivo de orgulho da cultura mecânica, sendo aproveitada, também, para obtenção de lucros. O conjunto desses fatores é que gerou aquela obra magnífica. Por conseguinte, não é uma obra artística.

O protótipo do Paraíso Terrestre que agora estou construindo, ao contrário de visar a guerra, servir de proteção ou expandir uma religião, tem um sentido puramente pacífico, objetivando que um grande número de pessoas – as pessoas do mundo inteiro – apreciem o Belo e, através disso, possam elevar suas almas. Até agora, nada semelhante foi criado em nenhum lugar do mundo. O protótipo do Paraíso Terrestre deve ser a primeira realização com esse sentido. Futuramente, ele será compreendido pelo mundo todo. Os próprios jornalistas dos Estados Unidos vêm afirmando que em vários locais do mundo estão sendo construídos museus magníficos, mas que todos esses museus visam principalmente benefícios próprios. "O senhor, no entanto – disseram eles – é diferente, está realizando uma obra em beneficio do povo, visando realmente a paz, por isso é uma pessoa rara entre os japoneses. Não sabia que existiam pessoas como o senhor no Japão". É lógico que eles não tinham conhecimento da construção do protótipo do Paraíso Terrestre, pois trata-se de fato recente. A conversa acabou se tornando um tremendo rasga-sedas, mas essa obra não sou eu que estou realizando. É Deus quem está me utilizando; portanto, pode-se dizer que eu sou um emissor do orgulho de Deus. Após a conclusão do protótipo do Paraíso Terrestre de Atami, a Igreja Messiânica Mundial sofrerá uma transformação radical e será conhecida como algo mundialmente grandioso. Consequentemente, ela será conhecida não só no Japão como também no exterior.

Coletânea de Ensinamentos vol.30 – 02/01/1950

sábado, 4 de setembro de 2010

O SOLO SAGRADO

"Deus escolheu Atami para aí estabelecer o protótipo do Paraíso na Terra, confiando a mim sua construção."

Registrarei aqui o quanto é grandiosa, profunda e sutil a nossa Igreja Messiânica Mundial. Quando os fiéis, ou quem quer que seja, lerem esse Ensinamento, creio que ficarão pasmados e boquiabertos.

Antes de mais nada, devemos saber que o Plano Divino é algo inimaginável pela mente humana. O mesmo se pode dizer em relação ao Paraíso Terrestre, que atualmente estamos construindo em Atami. Como os fiéis podem observar com freqüência, à medida que avança a construção, verifica-se a cada momento, a sua transformação. Principalmente no que se refere à configuração das colinas, à posição das árvores, ao terreno, e também à maravilhosa paisagem observada à distância, ao aspecto dos arredores, etc. Em matéria de muros de pedras, este deve ser o local mais rico do Japão. As pedras aqui empregadas têm surgido abundantemente num só lugar, e quanto mais se cava, mais aparecem. Não existe outro local de Atami onde haja tantas pedras. Todos ficam surpresos, pois realmente é um mistério.

Observando apenas tal fato, já se verifica que há milhares de anos Deus veio planejando e preparando este local. E, quando vemos a paisagem em volta deste Paraíso, observamos uma beleza harmônica na variedade das árvores, na configuração das montanhas, etc. Realmente, é um êxtase.

Também o fato de termos conseguido adquirir aqui, seguidamente, as áreas necessárias, não deixa de ser um mistério. Essa aquisição de terrenos foi se processando de forma ordenada, ampliando-se gradativamente. Mesmo em se tratando de oportunidade, quando eu sentia necessidade de determinado terreno, o seu proprietário vinha oferecê-lo a mim. Tudo ocorria de acordo com o meu desejo. Após a aquisição do terreno, cada vez que eu ia inspecionar o local, surgia em minha mente um novo projeto. Era uma tranqüilidade, pois nem precisava pensar muito sobre o assunto.

Mas o que vem a ser o grande Plano Divino, a que me referi no início e que deixa todas as pessoas pasmadas?

Atami possui a paisagem mais bela do Japão. Como sempre digo, é também um lugar dotado de todas as condições necessárias, como o clima, as águas termais, a facilidade de transportes e de locomoção, etc. Portanto, se analisarmos profundamente, chegaremos à conclusão de que, por ocasião da criação do mundo, Deus projetou este local baseado no Seu Plano Infinito. Certamente, o fato deve ter ocorrido há milhões de anos. Naquela ocasião, Deus estabeleceu o local onde, no futuro, com a denominação de Japão, seria criado, de forma paradisíaca, um jardim de escala mundial; para isso, preparou, com perfeição, todas as condições, como o clima, a beleza, o aspecto natural, etc., e esperou a chegada do tempo. Logicamente, trata-se de Atami, de Hakone e também do Monte Fuji. Acredito que Deus criou o ambiente ideal e de beleza máxima, visando, principalmente, Atami. Finalmente, com a chegada da época apropriada para a construção do Paraíso, pelo progresso da cultura material, Deus me fez nascer neste mundo e, após me fazer passar por vários caminhos na vida, conduziu-me para Atami, onde dei início à concretização do Seu propósito de construir o protótipo do Paraíso Terrestre.

Sempre que subo ao Monte Zuiun, apreciando a paisagem, penso o seguinte: "Na remota antiguidade, Deus deve ter estabelecido o plano para o futuro e projetado esta obra."

As ilhas de Hatsushima e Ooshima, os cinco cabos a ponta do promontório de Manazuru, as ondulações das montanhas do desfiladeiro Jukkoku, o mar, que, parecendo um espelho, nos dá a impressão de um lago, e principalmente a beleza das montanhas de Atami, não seria tudo isso fruto da enorme habilidade de Divina?

Nasci nesta época, para executar a obra de acordo com o Plano Divino. Aí está a razão lógica da manifestação dos inúmeros milagres que mencionei anteriormente. Meu trabalho, entretanto, não se limita unicamente à construção do protótipo do Paraíso Terrestre, mas abrange muitas outras atividades, fatos inauditos que foram programados por ocasião da criação do mundo.

A propósito, vou explanar aqui um fato importante. Talvez seja um auto-elogio, mas, quando transformo o papel por mim caligrafado em Luz Divina, manifesta-se uma força maravilhosa, capaz de curar doenças. Como é do conhecimento de todos, consigo caligrafar, por hora, quinhentas folhas; isto significa uma folha a cada sete segundos. Por meio desta obra, feita de papel e tinta, em apenas sete segundos, é possível salvar milhares de pessoas. A grandiosidade do Poder Divino é, portanto, algo imensurável. Não significa que eu me ache poderoso, mas a verdade é que esse trabalho é possível graças ao maravilhoso poder que Deus me concedeu.

Jornal Eiko no 109, "O Plano Divino" – 20/06/1951

"A beleza natural e a beleza criada pelo homem estão expressas em perfeita harmonia no Paraíso Celestial."

Os fiéis sabem perfeitamente qual é a atividade em que estou agora me empenhando de corpo e alma. Ultimamente, entre as pessoas cultas, aumentou bastante o número daquelas que passaram a compreender o meu trabalho, o que é animador. Mas, como ainda existem pessoas equivocadas, parte do que eu vou escrever será pensando nelas. Essas pessoas, sem dúvida, desconhecem a verdadeira natureza de nossa Igreja, e por isso vacilam com os comentários do povo e a demagogia dos veículos de comunicação. Entre elas há ateístas convictos, que não gostam de Religião desde que nasceram; aliás, até parece mentira, mas também existem pessoas que, não sei por gostarem do Mal, ficam irritadas porque a Religião incentiva o Bem. Entretanto, a não ser os comunistas, não deve existir um só japonês contrário ao melhoramento do Japão, sua terra natal.

Deixando de lado assuntos religiosos como Deus e fé, o presente artigo está centralizado num assunto que até mesmo uma pessoa comum consegue compreender. Trata-se do protótipo do Paraíso Terrestre, que está em plena construção em Hakone e Atami. O protótipo de Hakone é de escala menor, por isso eu me aterei apenas ao protótipo de Atami. Meu plano, inicialmente, é construir uma grandiosa Obra de Arte, única no mundo, onde a beleza natural se harmoniza com a beleza artificial.

Olhando mundialmente, tenho a opinião definida de que o país mais rico em paisagens é o Japão. É verdade que ainda não fui ao estrangeiro, mas, analisando a questão sob diversos pontos, chego a essa conclusão. Como sempre digo, o Japão é o parque do mundo, e desde o início foi construído por Deus com esse objetivo. Por felicidade nasci neste país, e residir nele atualmente, sem dúvida é conveniente em todos os aspectos. Pesquisando, no Japão, locais que preenchessem os requisitos, concluí, sem sombra de dúvida, que esses locais eram Hakone e Atami. Nestas cidades, encontrei misteriosamente o terreno e a casa para morar exatamente como eu queria e os adquiri com facilidade. Depois, assim que a guerra terminou, tudo transcorreu harmoniosamente. Tanto em Hakone como em Atami foram adquiridos, seguidamente, os terrenos necessários; ambos medem mais de 60 mil metros quadrados, podendo-se dizer que, no tocante à extensão, é o bastante. Os terrenos de Hakone têm colinas íngremes, e as rochas estão empilhadas uma em cima da outra, o que não é adequado para um plano de grande porte. Nesse ponto, as colinas de Atami não são altas, e há bastante espaço plano, sendo possível faze um planejamento em grande escala. É por esse motivo que Atami está em plena construção neste momento.

Atami reúne todas as condições, e, antes de mais nada, uma paisagem maravilhosa. Provavelmente, não existe um local desse porte em nenhum lugar no Japão, por mais que se procure, e essa é a opinião de todas as pessoas que o visitam. Além disso, é um local de trânsito bom e, como todos sabem, encontra-se praticamente no limite da região Kanto com a região Kansai, sendo de fácil acesso tanto para o leste como para o oeste. E tem outras peculiaridades: no inverno, o clima é ameno; é rico em águas termais; o verde cobre as montanhas ao redor; o mar da baía de Sagami é como se fosse um espelho; do lado direito, bem ao longe, a beleza das curvas desenhadas por cinco cabos; do lado esquerdo, também são interessantes as vinte e três ilhas pequenas que ficam na parte extrema do Cabo de Manazuru; quando há sol, vê-se no horizonte a linha da Península Miura, que flutua como num sonho; no fundo das névoas, a linha comprida que parece estar dormindo é a Península Bôsso, e as linhas curvas e estranhas, cheias de dentes, do famoso Monte Nokoguiri chamam a atenção. Bem em frente á miniatura de uma paisagem da, está a Ilha Hatsushima e, à sua direita, a Ilha Ooshima, com suas linhas leves, que não fazem notar o famoso vulcão.

O lugar que engloba numa só visão essa vista encantadora é a plataforma panorâmica localizada no centro do Zuiun-Kyo (Terra Celestial). Pela sua posição, pela altura das montanhas, é o local mais adequado para se apreciar todo o panorama: quando colocamos os pés nesse local, nos sentimos como se estivéssemos no Paraíso, e com isso qualquer pessoa concorda plenamente. De fato, é o Solo Sagrado que Deus preparou quando construiu o Céu e a Terra. Se não for uma grandiosa Obra de Arte feita por Deus, o que será?Além do mais, da estação até lá leva-se quinze minutos a pé e cinco minutos de carro; a estrada é uma subida branda, e por isso facilmente transitável. Adquiri esse terreno em 1946; portanto, está fazendo cinco anos. Até hoje, todos os dias, ali estão trabalhando de corpo e alma, de acordo com meu projeto, cinquenta a cem pessoas. No decorrer desse ano, pretendo terminar a topografia. Serão plantadas, principalmente, 20 espécies de azaléias, somando um total de dois mil pés; mil cerejeiras; quinhentas ameixeiras. Também quero plantar o maior número possível de outras árvores que dão flores, de modo que sempre haja flores no local. Pode-se dizer, antes de qualquer outra coisa, que é o Paraíso ideal.

Finalmente, a partir da primavera do ano que vem, passaremos para a fase de construção. Inicialmente, no terreno de 4.303 m2, construirei o Prédio Messiânico, de um andar, que ocupará uma área de 2.648 m2. Certamente será de ferro e concreto, e o estilo será baseado no estilo do francês Le Corbusier, que, atualmente, está predominando no mundo da arquitetura. Calcado sobre ele, meu projeto será um estilo novo, um estilo inédito.; depois de pronto, provavelmente chamará atenção do mundo, tornando-se uma arquitetura religiosa mundial. Realmente, o estilo de Le Corbusier corresponde perfeitamente à sensibilidade da época, mas falta-lhe um ar de altivez. Ele é bom e prático para repartições públicas, apartamentos, residências, etc.; no entanto, sinto que não é muito adequado para construções de cunho religioso. Por outro lado, não quero fazer uma construção clássica como as deixadas pelos antigos, por isso precisa ser algo que expresse bem a sensibilidade da época. Ao mesmo tempo, pretendo apresentar uma originalidade que combine com a ornamentação interior e demais aspectos.

Em seguida, construirei o Museu de Belas-Artes, que será de três andares e terá mais ou menos 331 m2. Seu estilo é que é um problema. Isso porque o Museu também será no estilo Le Corbusier, mas quero que seja algo mundial, que mostre bem o colorido de um Museu de Belas-Artes. Quanto às obras que serão expostas, tanto no que ser refere à quantidade como à qualidade, estou objetivando o nível mais alto, em termos mundiais. Isso porque os Estados Unidos, a Inglaterra e a França também possuem esplêndidos museus históricos e de Belas-Artes, mas os objetos expostos são, na sua maioria, obras ocidentais. Em nosso Museu, darei prioridade a obras de arte oriental. Segundo opinião dos próprios apreciadores de Belas-Artes europeus e americanos, em termos de obra de arte, sem dúvida alguma, o Oriente é superior ao Ocidente. Isso se evidencia ao observarmos que, ultimamente, os Estados Unidos e a Europa também estão se esforçando em colecionar obras de arte orientais.

Há mais de dez anos eles voltaram os olhos para o Oriente, e o que conseguiram obter, sem se importar com a quantia despendida, hoje está fazendo prosperar o Museu Nacional de Belas Artes. No entanto, nesse curto período de dez anos, ele não atingiu a perfeição, o que está sendo motivo de preocupação para os especialistas da América. No Japão, felizmente, estão conservadas, em estado satisfatório, há mais de mil anos, obras da China, da Coréia e do próprio Japão, as quais, apesar de espalhadas, possuem algo que chama a atenção. No momento, a maioria permanece guardada, sem vida, o que é lamentável. De qualquer modo, ao contrário dos Estados Unidos e da Europa, até hoje o Japão valorizou essas obras, por não ter meios para torná-las de utilidade mundial. Além disso, atualmente, quase não existem mais no país obras de arte da China e da Coréia. Isto porque o Japão sofreu com os vários incêndios causados pela guerra, e quase todas essas obras foram destruídas pelo fogo. Algumas foram descobertas em escavações e adquiridas pelos americanos e europeus, estando expostas em museus históricos e de Belas-Artes.

Há mais de mil anos o Japão importou pinturas e porcelanas famosas da China e da Coréia, sendo que, na Era Suiko-chô, mais de mil e trezentos anos atrás, aprendeu com a China a técnica da arte budista e criou a arte budista peculiar japonesa. Posteriormente, desenvolveu todos os tipos de obras de arte. Paralelamente ao aparecimento de célebres mestres, surgiram numerosas obras famosas no decorrer dos períodos Tempyo, Fujiwara, Lamakura, Momoyama, Tokugawa, Meiji, Taisho, até os dias de hoje. É realmente grande o número de excelentes obras de arte orientais armazenadas nesse longo período. Além disso, desde épocas antigas, a começar pelo Palácio Imperial, os generais, os senhores feudais e, atualmente, os grupos financeiros, apreciam e valorizam tais obras, esforçando-se pela sua conservação. Mesmo hoje, essas obras raras são admiradas em todos os locais do país. Aquilo que sempre digo, "o Japão é o Museu de Arte do Mundo", é uma frase bem adequada.

Por esse motivo, no Museu de Belas-Artes que eu pretendo construir, reunirei o melhor da arte oriental e, ao mesmo tempo em que satisfarei a sede dos apreciadores de cada país do mundo, mostrarei a superioridade cultural do povo japonês. Além de limpar-lhe a má fama de povo belicoso, creio que esse museu terá um grande efeito; inclusive, um meio a ser utilizado pela política nacional, posso dizer, com orgulho, que ele tem força para atrair visitantes estrangeiros. E existe outro ponto importante. Os artistas japoneses estão mostrando intenso desejo de ter como referência as obras-primas da arte erudita. Pode-se dizer, no entanto, que quase não existem estabelecimentos que satisfaçam esse seu desejo. Há museus históricos em apenas três cidades, e museus de Arte particulares em poucos lugares. Os museus históricos têm principalmente obras históricas e arqueológicas, sendo carentes de obras artísticas. No caso dos museus de Arte particulares, é como se fosse uma espécie de proteção ao patrimônio, pois somente duas vezes por ano, na primavera e no outono, eles são abertos, durante um curto período, a um grupo especial de pessoas. Como não existem museus de Arte com uma organização maleável, que permita às pessoas apreciarem seu acervo quando elas quiserem, ao ficar pronto, o nosso Museu de Belas-Artes, creio que não preciso dizer o quanto ele será útil para a elevação da cultura japonesa.

Através de tudo que foi escrito acima sobre as inúmeras obras de arte famosas e raras existentes atualmente, no Japão, guardadas no fundo de armazéns de grupos financeiros e de classes especiais, e também sobre a existência de inúmeros artistas e apreciadores apaixonados por essas obras, podemos compreender que, futuramente, será necessário um órgão que estabeleça uma ligação entre as obras e os artistas e apreciadores. Nesse sentido, o melhor meio é obter a compreensão dos possuidores de obras de arte. Também é de extrema necessidade um museu com instalações completas, onde as obras possam ser expostas com tranqüilidade.

Eu me estendi muito, mas, como pretendo realizar sozinho essa obra tão grandiosa, realmente não é fácil. Provavelmente é algo que ninguém jamais experimentou realizar, desde o início da História. Normalmente, mesmo que não me fosse possível receber ajuda do governo, não haveria nenhum problema em receber ajuda do município e de entidades privadas. Mas eu não quero isso, porque, recebendo esse tipo de ajuda, não poderei agir com firmeza, do jeito que penso. Além do mais, por se tratar de um empreendimento que não visa a obtenção de lucros e por ser um planejamento novo de grande porte, sem exemplo igual, quero demonstrar toda a minha originalidade, tal como os artistas fazem com as suas obras.

A propósito da grandiosa obra que estou realizando, parece que alguns jornalistas falam isso e aquilo de nossa Igreja sem ter conhecimento da sua verdadeira natureza, por isso eu gostaria que eles refletissem bastante. Creio que, dessa forma, eles poderão compreender que eu venho me esforçando em silêncio, pensando no bem da cultura mundial e no futuro do Japão. E estou feliz por ter conseguido, através da ajuda Divina, levar a obra adiante, até hoje, com sucesso. Mesmo que eu não a realizasse, alguém teria de realizá-la, porque se trata de uma obra de importância nacional, ou melhor, mundial. Quanto mais rápido ela se concretizar, mais rapidamente contribuirá para a elevação da cultura. Sendo assim, quero que as pessoas que ainda desconhecem o meu projeto e aquelas que se interessam por ele, antes de mais nada, vejam a realidade "in loco". Nesse caso, mostrarei de bom grado o que estamos realizando, e não medirei esforços para dar-lhes explicações satisfatórias.

Jornal Eiko no 131 e 132 – "Não atrapalhe o meu trabalho" 21/11/51 e 28/11/51

"No Jardim do Paraíso, purificam-se as almas das pessoas maculadas pelas impurezas deste mundo."

Diariamente, através do rádio e dos jornais, tomamos conhecimento de que a sociedade está repleta de males. Numa visão a grosso modo, e excluindo a guerra, podemos enumerar a corrupção dos funcionários públicos, assassinatos, roubos, fraudes, suicídios, tuberculose e outras doenças contagiosas, falta de alimentos, crises habitacionais, dificuldades financeiras, opressão de impostos, etc. As coisas boas são tão poucas quanto as estrelas do amanhecer... Então surge a dúvida: por que a sociedade chegou a esse ponto?

Realmente, pode ser que existam muitas causas, mas, em poucas palavras, diríamos que a situação é decorrente da decadência moral e também da acentuada decadência do nível do homem. É por isso que, ultimamente, os entendidos no assunto e os educadores começaram a interessar-se por essa questão. Outra causa que pode ser levantada é que, após a Segunda Grande Guerra, o pensamento liberal passou dos limites. Parece que se discute a reforma e o incremento da Educação, da Moral e da Educação Cívica por não haver outra alternativa. Mas é interessante observar que, em tais ocasiões, o Japão nunca recorre à Religião, o que talvez possa ser explicado. As religiões antigas são fracas demais, e as novas, em sua maioria, são supersticiosas e falsas. É por isso que, como todos vêem, ainda não se conseguiu achar um caminho que levasse à solução radical do problema. Eu, porém, elaborei um plano concreto, objetivando solucioná-lo de forma diferente.

Para começar, baseei-me nas diversões populares. Naturalmente, em qualquer época, a grande massa popular necessita de diversões. Na sociedade atual, entretanto, as que existem são de baixíssima categoria. De fato, teatro, cinema, esporte, xadrez, dominó, etc., são diversões aceitáveis, mas acho que se fazem necessárias recreações de nível ainda mais elevado. É com esse objetivo que a nossa Igreja está construindo o protótipo do Paraíso Terrestre, nas terras de Hakone e Atami. Como já escrevi várias vezes, aí será construído o Paraíso Ideal, onde se acham perfeitamente harmonizadas a beleza natural e a beleza criada pelo homem. Um projeto grandioso como esse, não creio que já tenha sido elaborado por alguém. Encantada com a atmosfera tão diferente do mundo a que está acostumada, qualquer pessoa, nesses locais, esquece-se de tudo e até pensa estar em cima das nuvens. Visto que isso acontece antes mesmo de termos concluído metade da obra, todos ficam maravilhados.

O protótipo de Hakone já está próximo de sua conclusão, mas, como é uma obra de pequena escala, falarei a respeito do protótipo de Atami, em plena construção, atualmente.

No jardim de cem mil metros quadrados, com altos e baixos, estão sendo plantados arbustos e árvores que dão flores, como ameixeiras, cerejeiras, azaléias, etc., mescladas com árvores que estão sempre verdes. Também está em fase de preparação a construção de um jardim com as mais diversas variedades de flores. Pela sua beleza encantadora na primavera e pela paisagem da baía de Sagami, que se pode avistar ao longe, não seria exagero dizer que o protótipo de Atami é um enorme e ideal "Jardim do Éden".

Como localização, este protótipo do Paraíso Terrestre está situado no melhor local de Atami. Além do mais, para acrescentarmos maior beleza ao lugar, construiremos um magnífico Museu de Belas-Artes, cuja conclusão fará o protótipo do Paraíso Terrestre de Atami tornar-se alvo da admiração não só de japoneses como de estrangeiros. Por conseguinte, qualquer pessoa que visite esse local purificará seu espírito maculado pelas condições do mundo, e sua alma, completamente árida, será regada na própria fonte. Assim revigorada, seu trabalho renderá mais e, naturalmente, seu caráter também se elevará. Por isso, a contribuição do protótipo do Paraíso Terrestre para o espírito das pessoas será inestimável.

Alicerce do Paraíso, "A respeito do Paraíso Terrestre" – 01/01/1952

"Estou construindo o Protótipo do Paraíso para que as pessoas exaustas desse mundo nele possam descansar serenamente."

O Jardim Sagrado que estou hoje construindo há cinco anos, em Gora, na cidade de Hakone, só está cerca de oitenta por cento pronto. Mesmo assim, comparado aos famosos jardins, desde os tempos antigos, não deixa nada a desejar. Talvez soe como auto-elogio, mas há uma grande diferença de nível entre este jardim e os demais. É claro que existem muitos jardins maravilhosos, cada um com suas características; porém, seja ele qual for, não possui aspectos tão relevantes quanto o de Hakone.

A Terra Divina, como podemos ver, é totalmente diferente de outros locais. Possui tal abundância de pedras e rochas naturais, que chega a espantar. Estou dispondo-as conforme a Orientação Divina, não me submetendo às tradicionais formalidades relativas a jardins. Não me baseio em modelos; estou construindo este jardim num estilo totalmente novo. Até no que diz respeito às árvores, juntei várias espécies, combiando-as bem, para que possam estar em harmonia com as pedras e rochas. As cascatas e correntes d'água foram aproveitadas para expressarem, ao máximo, o sabor da natureza. Assim, somando a beleza das montanhas e das águas com a beleza dos jardins, tentei expressar o que há de melhor e mais elevado na arte natural. Meu objetivo é fazer aflorar, através dos olhos da pessoa que vê esse quadro, o sentimento do Belo latente nos seres humanos, elevar seu caráter e eliminar as impurezas de seu espírito. Por esse motivo, tanto as pedras como as árvores e plantas foram selecionadas e combinadas cuidadosamente, colocando-se amor em cada uma delas. É como se fôssemos pintar um quadro utilizando materiais "in natura". Gostaria, portanto, que o admirassem com esse espírito.

Construí o jardim de modo que, visto de perto ou de longe, parcialmente ou em conjunto, ou de qualquer ângulo, sobressaia cada uma de suas características. Além disso, com o passar dos meses e dos anos, vão nascendo vários musgos típicos de Hakone, plantinhas de nome desconhecido, minúsculas flores graciosas e brotos de árvores que crescem nas reentrâncias das pedras como "bonsai"(1), as quais, por si mesmas, parecem querer atrair a atenção das pessoas. No ano passado, o jardim todo ficou mais "maduro", assumindo um aspecto mais tranqüilo; melhorou tanto, que nem o reconhecíamos. Eu mesmo cheguei a percorrê-lo diversas vezes, sem ter coragem de afastar-me.

Após a chuva, quando a água é abundante, temos a impressão de estar vendo, de lugar bem alto, uma correnteza no meio da mata. O som da água escorrendo pelas pedras, a corrente quebrando-se, lançando gotas para todos os lados, mais adiante descrevendo graciosas curvas e terminando em duas cascatas... Visão panorâmica deslumbrante! A cascata do lado direito chamada "Ryuzu no taki" (Cachoeira Cabeça de Dragão), é maravilhosa, e a do lado esquerdo divide-se em vários fios d'água, para mais abaixo quebrar-se e espirrar para todos os lados. Vejo de relance até uma andorinha voando rápido, bem rente às cascatas. Realmente, a harmonia da beleza natural com a beleza artificial está expressa muito melhor do que eu esperava. Fico satisfeitíssimo. Ao contemplar essas cascatas, sinto-me como se estivesse nas profundezas de montanhas e vales ou diante de um quadro magnífico. Geralmente, as cascatas artificiais têm certo sabor mundano que as prejudica, mas isso não acontece com as deste jardim, plenamente identificadas com as cascatas naturais. O vermelho e o amarelo dos bordos, que nelas se refletem esplendorosamente, as cores de cada árvore e a forma tridimensional de plantio fazem com que eu me sinta no meio de densas matas.

Mas deixemos aqui as explanações a respeito do que já foi concluído. Também no terreno baldio, bem espaçoso e próximo à parte posterior do jardim, estou pensando em construir outro jardim muito diferente, e já dei início à sua construção. Também para este tenho um plano bem diferente, inaudito; quando estiver terminado, talvez cause assombro a todas as pessoas.

Vim escrevendo à proporção que as idéias me afloravam à mente, e talvez me achem orgulhoso demais por estar elogiando o que eu mesmo fiz. Sem dúvida, na opinião das pessoas comuns, isto está errado. Mas este jardim da Terra Divina foi construído pela técnica, ou melhor, pela Arte Divina, não seria nada de mais elogiá-lo. É o mesmo que louvar a Deus; por conseguinte, um ato muito justo. Há algum tempo, o Sr.William W.Shudler, professor de Geografia de um colégio nos Estados Unidos, veio apreciá-lo e, com visão de um profissional, assim exprimiu sua admiração: "Já vi jardins do mundo inteiro, mas nenhum tão raro e artístico como este. Talvez possamos afirmar que ele seja único em todo o mundo".

A seguir, falarei sobre o Museu de Belas-Artes, que será construído por último.

A construção está planejada até o verão do ano que vem e, quando ela estiver concluída, o Jardim Sagrado da Terra Divina ficará ainda mais magnífico. Quanto às obras artísticas a serem expostas, já tenho algumas e andei pesquisando as que são avaliadas como Tesouro Nacional, existente em museus históricos e de Belas-Artes de várias regiões, em coleções particulares, em templos, etc., com os quais, pouco a pouco, estou fortalecendo meu relacionamento. Assim, tenho certeza de que o Museu de Belas-Artes de Hakone nada ficará devendo a outros no gênero. Minha intenção é expor poucas obras históricas e arqueológicas, tendo como critério meu senso estético, independente de ser arte oriental ou ocidental, antiga ou moderna. Pretendo selecionar somente as obras-primas de artistas famosos de cada época. Isso porque o significado do Museu de Belas-Artes deixará de ser alcançado se as pessoas, entendidas ou não em Arte, não se sentirem todas extasiadas com a beleza das obras expostas.

Naturalmente, este museu, a começar pela sua arquitetura, instalações internas, decoração e tudo o mais, será construído de acordo com a orientação de Deus; por isso, quando ele estiver concluído, apresentará resultados absolutamente especiais. Com a sua conclusão, praticamente estará terminada a construção do protótipo do Paraíso da Terra Divina. No momento em que isso se concretizar, a Obra Divina entrará em sua verdadeira fase de expansão. Mas não pararemos aí. A construção do protótipo do Paraíso de Atami também terá rápido progresso. Deus faz com que tudo se processe de acordo com a Ordem, esta é a Verdade.

  1. Bonsai: técnica de cultivo pela qual se fazem plantas em miniatura.

Alicerce do Paraíso, "A respeito do Jardim da Terra Divina" – 19/05/1951

domingo, 15 de agosto de 2010

ENSINAMENTOS DA SALVAÇÃO DO MUNDO

"A religião que propicia graças materiais possui a verdadeira força da salvação do mundo."

Modéstia à parte, em nossa Igreja ocorrem maravilhosas Graças Divinas.

Na antiguidade surgiram religiões magníficas, e até hoje isso vem acontecendo. Entre elas, as três mais importantes – o cristianismo, o islamismo e o budismo – e mais algumas já conquistaram suas respectivas posições. A maioria, porém, desde o início, sempre se ocupou unicamente da salvação espiritual.

A Igreja Messiânica Mundial ainda tem pouco tempo de vida, e, comparada com outras, é uma religião pequena. Apesar disso, a rapidez de seu progresso pode ser considerada inédita e está sendo alvo de muita atenção, o que, às vezes, até se torna um problema. Mas isso é um fenômeno transitório, uma das inevitáveis experiências pelas quais temos de passar. É uma questão de tempo; naturalmente, virá o dia em que, por opinião imparcial, será reconhecido seu verdadeiro valor.

Como todas as religiões, nossa Igreja tem seus ideais, seus princípios religiosos, e vem se esforçando para progredir. Vou mostrar os pontos em que ela difere das religiões tradicionais, pois, se não os conhecerem, não conseguirão compreendê-la verdadeiramente.

A grande diferença é que nela ocorrem muitos benefícios materiais. Entretanto, as pessoas que se dizem entendidas no assunto acham que esse tipo de religião é de baixo nível e por isso não lhe dão atenção. Se pensarmos bem, encontraremos uma explicação para essa atitude.

Atualmente, analisando as inúmeras religiões do Japão, constataremos que existem dois tipos: as que são populares e as que não o são. No primeiro caso, por exemplo, a fé está voltada para este ou aquele ídolo ou deus, e seus adeptos – pessoas de baixo nível cultural, que nada entendem de teorias religiosas ou de Filosofia – têm um único objetivo: receber benefícios materiais. Ora, do ponto de vista dos intelectuais, isso é tolice e não merece a mínima atenção. Assim, eles concluem que a busca desses benefícios é própria da Fé de nível inferior. Por outro lado, valorizam as religiões que, não se importando com os benefícios materiais, colocam os princípios religiosos em termos didáticos, dotando-os de inteligentes razões. Se tais religiões tiverem uma longa tradição e durante esse tempo nela tiverem surgido grandes líderes ou sacerdotes de alta virtude, eles a valorizam ainda mais, considerando-as de alto nível. Em síntese, para os intelectuais o que vale é a força do nome e a tradição. A propósito disso, desejo expor minha sincera crítica.

Dos dois tipos de Fé mencionados, o primeiro pode ser de baixo nível, mas a verdade é que ele está atingindo a massa popular mais do que podemos supor. Como as pessoas que o professam têm pouca cultura, não lhes interessam princípios nem teorias; elas vão de vez em quando à Igreja, fazem pedidos de graça, dão uma esmola e se satisfazem com isso. Trata-se de uma fé muito simples, mas é indiscutível que impressiona bem e contribui para mudar o sentimento de outras pessoas. Se essas religiões acreditam no invisível, é porque têm uma visão espiritualista; portanto, elas contribuem de alguma forma para o bem social, mais do que aquelas que estão baseadas num sólido materialismo. Seus seguidores cultivam o bom sentimento de pedir ajuda a Deus, por isso não haverá motivos para que cometam, inescrupulosamente, os crimes horríveis a que ficam sujeitos os materialistas.

Quando ao segundo tipo de fé, diferentemente do primeiro, é seguido por pessoas que, acreditando somente no que vêem, desprezam aqueles que crêem no invisível, considerando-os supersticiosos. Parece que, atualmente, a maioria pertence à classe dos intelectuais. Naturalmente, uma vez que são materialistas, eles acham que devem lidar com as religiões didaticamente; quando discutem o assunto, não ficam satisfeitos se não o colocarem em termos lógicos e filosóficos. Por isso, a nosso ver, suas teses são superficiais, e as críticas que fazem à nossa Igreja não passam de comentários malévolos. Para fazer a verdadeira análise de uma religião, é preciso penetrar nela profundamente, procurando averiguar seu conteúdo com os olhos bem abertos. Deve-se analisá-la livre de conceitos pessoais. Originalmente, a natureza de uma religião não está na sua forma, mas no seu conteúdo. Portanto, é necessário que os intelectuais mudem bastante suas atitudes críticas.

De acordo com o exposto acima, criticar nossa Igreja vendo apenas as aparências externas e classificá-la como religião vulgar por estar centralizada no recebimento de benefícios materiais, é uma grande leviandade ou descortesia. Enquanto se persistir nessa atitude, as críticas não terão nenhum sentido. Se fizerem uma profunda análise da Igreja Messiânica Mundial, compreenderão que ela não só é de caráter popular como teórico. Podemos dizer mesmo que é uma Ultra-Religião, inédita para a humanidade. E não é só isso. O que defendemos não se restringe apenas à Religião. Nosso objetivo é dar a mais alta diretriz ao campo da Medicina, da Agricultura, da Arte, da Educação, da Economia, da Política, enfim, a tudo quanto diz respeito ao homem. Em suma: queremos colocar a teoria em prática, de maneira que a Fé seja vivida no nosso dia-a-dia.

Alicerce do Paraíso, "Benefícios materiais" – 08/11/1950

"Se os ensinamentos que pregamos não apresentarem resultados e milagres, as pessoas não os aceitarão, por mais elevados e profundos que eles sejam."

Seria desnecessário dizer que milagre é o acontecimento de algo considerado impossível, algo que, não coincidindo com a lógica e não se podendo medir com o senso comum, só podemos afirmar que é um mistério.

Mas desde quando existe esse mistério chamado milagre? Temos registrados os milagres de Cristo, os quais são muito conhecidos e dispensam comentários; no Japão, evidenciaram-se, entre outros, o milagre acontecido a Nitiren e os realizados pelos fundadores das Igrejas Tenri-Kyo, Oomoto-Kyo, Konko-Kyo e Hito-no-Miti (atualmente Igreja P.L.). Sabe-se que em vários outros lugares ocorreram pequenos milagres, mas o interessante é que nas mais antigas e abalizadas religiões eles quase não ocorrem. Enquanto seus fundadores estavam vivos, é possível que muitos milagres tenham sido realizados, porém, com o passar do tempo, eles se extinguiram por completo. Por esse motivo, em certas religiões tradicionais, as pessoas de posição elevada precisaram encontrar algo de valor que substituísse os milagres, pela necessidade de fazê-las sobreviver. Como resultado, apareceram as religiões filosóficas, as ciências religiosas, a Teologia e outras formas de estudos sistematizados. Obviamente, elas consideram que o ponto mais importante da Religião é a salvação do espírito, razão pela qual desprezam as graças materiais. Além disso, acrescentam as formalidades tradicionais de cada uma. Assim, vieram mantendo sua existência como organização religiosa. As pessoas conscientes e os povos civilizados não as aceitam, e, não encontrando uma Fé cujo teor os satisfaça, muitos se tornam incrédulos, como vemos atualmente. Torna-se claro, portanto, que a Fé ardentemente desejada pelas pessoas é, antes de mais nada, uma nova Fé, que se tenha despojado das velhas roupagens e cujos princípios sejam racionais e comprovados por provas autênticas.

Existem, no momento, algumas religiões que estão se expandindo muito, como a Narita-no-Fudosson, Toyokawa, Fushimi-Inari, Kompira Gonguen e certas seitas da Religião Nitiren, as quais, indubitavelmente, de certa forma estão sendo úteis à sociedade. Entretanto, elas visam apenas os benefícios materiais, e seus níveis são tão baixos, que não exercem nenhuma atração sobre as pessoas de cultura elevada nem sobre a camada jovem. Em verdade, satisfazem apenas um número limitado de pessoas.

De acordo com o que acabo de expor, podemos dizer que, atualmente, só há duas espécies de Fé no Japão: as religiões teóricas e as religiões práticas, ou seja, as que visam unicamente as graças. Essa é a situação inexpressiva do campo religioso japonês. Portanto, pensando naquilo que as circunstâncias atuais estão exigindo, concluímos que é necessário o aparecimento de uma religião nova e ideal.

A peculiaridade da nossa Igreja é que, através de princípios religiosos, ela formula conceitos inéditos sobre a Teologia, a Ciência e a Filosofia, dando-lhes novas interpretações. Além disso, aponta os defeitos da cultura contemporânea, ensina como deve ser a nova cultura e indica o caminho para a criação da nova civilização mundial. Por conseguinte, podemos dizer que ela está acima da conceituação de uma simples religião.

Uma vez ingressando na Fé Messiânica e analisando-a minuciosamente, a pessoa se surpreenderá com a veracidade do que acabamos de dizer. Tornando-se fiel, compreenderá, também, que uma das grandes características da nossa religião é a ocorrência de muitos milagres. Certamente a História das Religiões não registra nenhuma outra em que eles sejam tão numerosos. Milagre, como já dissemos, é benefício material, por isso não há dúvida de que conseguiremos atingir nosso objetivo: construir um mundo absolutamente isento de doença, pobreza e conflito. Mas não basta lerem o que escrevi; antes de mais nada é necessário conhecerem a Igreja Messiânica Mundial.

Alicerce do Paraíso, "Milagre e Religião" – 05/03/1952

"Ensinamentos verdadeiros são aqueles que desvelam mistérios que a razão é incapaz de desvelar."

Comecei a escrever há mais de dez anos; naturalmente, apenas sobre assuntos relacionados à Fé. Ao contrário de outros fundadores de religiões, procurei eliminar formalidades e palavras difíceis, utilizando uma linguagem que todos pudessem compreender facilmente. Todavia, em matéria de textos religiosos, há um inconveniente. Os oitenta e quatro mil sutras de Sakyamuni, por exemplo, assim como a Bíblia cristã, os mistérios de Shingon, o tan-ni-sho" de Shinran, os textos de Nitiren, o "mikagura-uta" da Tenri-Kyo, o "Ofudessaki" da Oomoto, etc., falando em sentido negativo, todos eles cheiram a religião. De modo geral, as religiões são boa. Entretanto, se por um lado elas possuem o que poderíamos chamar de característica peculiar a toda religião, por outro lado têm um certo mistério que ora julgamos entender, ora nos parece incompreensível, e talvez seja por isso mesmo que elas exercem interpretadas de várias maneiras, dependendo da pessoa, o que facilita a formação de seitas. Além disso, quanto mais adeptos tiver uma religião, mas probabilidade ela terá de subdividir-se. A História nos mostra a luta que travaram entre si essas facções. Assim, não conseguindo captar a essência da Fé, os fiéis sentem freqüentes dúvidas, tornando-se difícil alcançarem a verdadeira paz e iluminação espiritual.

Através dos métodos utilizados até agora, não conseguiremos obter a unificação harmoniosa nem mesmo de uma só religião. Consequentemente, a unificação de todas elas torna-se uma utopia. Esse deve ser, também, o motivo do aparecimento de novas religiões a cada ano que passa. Observando somente o Japão, notamos que a tendência atual é aumentar o número de religiões proporcionalmente ao aumento da população.

Jeová, Deus, Logos, Tentei, Mukyoku, Amaterassu-Ookami, Kunitokotati-no-Mikoto, Cristo, Shaka, Amida e Kannon constituem o alvo da adoração de diversas religiões. Além destes, que são os principais, poderíamos citar Mikoto, Nyorai, Daishi e inúmeros outros. Sem dúvida alguma, não levando em conta Inari, Tengu, Ryujin e mais alguns, que pertencem a crenças inferiores, todos eles são divindades de alto nível. Remontando às origens, é óbvio que só existe um deus verdadeiro, isto é, DEUS. Até hoje, contudo, cada religião se considera mais elevada que as demais, havendo, também, certa dose de discriminação entre elas. Dessa forma, é impossível promover-se a união de todas. Apesar disso, o objetivo final de todas as religiões é o mesmo; não há uma sequer que não deseje o Céu e o Paraíso neste mundo, ou melhor, a concretização do Mundo Ideal, um mundo onde todas as criaturas sejam felizes.

Mas o que é preciso para que esse mundo se concretize?

É preciso que surja uma religião universal, que englobe o mundo inteiro. Deverá ter as características de uma Ultra-Religião, ser tão grandiosa que toda a humanidade possa crer nela incondicionalmente. Não quero dizer que essa religião seja a Igreja Messiânica Mundial, mas a missão de nossa Igreja é ensinar o meio que possibilitará a realização do Mundo Ideal, ou seja, mostrar como elaborar o plano, o projeto para a construção desse mundo. Na medida em que aumentar em cada país o número de intelectos conscientes disso, estaremos marchando passo a passo para atingir nosso objetivo.

Em síntese, será a concretização da Verdade. Através dela, todos os erros se tornarão claros e serão corrigidos, surgindo o Mundo de Luz, claro e límpido. Naturalmente, a humanidade se libertará do Mal; o Bem que estava subjugado por ele, triunfará, e o homem alcançará a felicidade. Portanto, em primeiro lugar, é fundamental que a Verdade seja conhecida pelas pessoas do mundo inteiro. Então, as pessoas poderão afirmar: "Desde os tempos antigos, todos os grandes homens vieram ensinando a Verdade". E talvez dirão: "Para que, a essas alturas, há necessidade de fazer isso?" Entretanto, isto é um problema, pois, se a Verdade tivesse sido revelada, ela teria se manifestado concretamente, e o mundo paradisíaco ou teria se concretizado ou estaria prestes a sê-lo , porém não há qualquer indício disso. Realmente podemos dizer que estamos nos aproximando passo a passo do Paraíso, mas por outro lado, justamente o contrário. Se a situação continuar como está, não sabemos e nem temos idéia de quando será concretizado verdadeiramente o mundo paradisíaco. Sendo assim, poderão se conscientizar de que aquilo que até agora acreditávamos ser Verdade, na realidade não era.

Como melhor prova do que dizemos, basta observar a situação do mundo. Tudo está por demais distante do Paraíso; a doença, o maior sofrimento do homem, não diminui; a pobreza, que representa um sofrimento na vida, continua; o conflito entre os indivíduos e de âmbito nacional, isto é, a guerra, também é um fato real. Isto é a prova de que a Verdade não está sendo praticada de forma alguma. Aquilo que até agora se pensava se Verdade, na realidade era inverdade; portanto, não sendo útil, tornava-se até mesmo uma interferência na construção do Paraíso. Todavia, chegou finalmente o momento em que Deus, através da minha pessoa, esclarece a Verdade a toda a humanidade. Esse é o motivo do aparecimento da nossa Igreja. Por conseguinte, os textos que eu escrevo, são ordenados por Deus, para que sejam compreendidos por todos.

Tudo o que eu escrevi até agora são Verdades. Espelhando-me na Verdade, vou revelar os erros da inverdade e ensinar a forma de corrigi-los. Mostrarei a distinção entre a Verdade e a inverdade, e, mais do que isso, vou mostrá-la baseado na realidade. Isso vem a ser o já referido tratamento através do Johrei, o cultivo natural, a elevação da Arte e a construção do protótipo do Paraíso Terrestre.

Dessa maneira, o empreendimento que agora estou realizando – um grande esforço para revelar a Verdade através de explanações escritas – constitui uma fase importantíssima para a concretização desse mundo.

Alicerce do Paraíso, "Eu escrevo a Verdade" – 25/09/1951

"Ensinamentos desprovidos de senso comum não conseguem salvar toda a humanidade."

Para que a Fé seja autêntica, ela deve ser professada sem ferir o bom senso. Palavras e atos excêntricos devem ser vistos com desconfiança; entretanto, as pessoas geralmente dão muito crédito a tais coisas.

É preciso muita cautela. Religiões egocêntricas, fechadas, que não mantêm ralações com outras e que se isolam socialmente, também não são dignas de confiança. A Fé é verdadeira quando não prejudica a lucidez e, aomesmo tempo, desenvolve a consciência de que sua missão é salvar a humanidade. Jamais pode ser egoística ou fechada em si mesma.

O Japão é exemplo típico do que aqui se condena: sofreu amarga derrota na Segunda Guerra Mundial porque visava apenas o seu próprio bem, ficando indiferente à sorte dos países vizinhos.

A formação de homens perfeitos é um dos propósitos da Fé. Evidentemente, não se pode exigir a perfeição do mundo, mas o esforço para consegui-la passo a passo deve ser a verdadeira atitude religiosa.

A consolidação da Fé faz com que a pessoa assuma uma aparência comum. Isto significa que ela se identificou plenamente com a Fé. Chega a tal ponto, que seus atos ou palavras jamais ferem o bom senso. Sempre inspira simpatia, sem dar indícios da religião a que pertence. No seu contato com os outros, assemelha-se à suave brisa da primavera. Suas maneiras são afáveis, modestas e gentis. Deseja crescente bem ao próximo e trabalha em favor do bem-estar da comunidade.

Sempre afirmei e continuo afirmando: quem deseja ser feliz, deve primeiramente tornar feliz seus semelhantes, pois a Divina recompensa que disto provém, será a Verdadeira Felicidade. Buscar a própria felicidade com o sacrifício alheio, é criar infelicidade para si mesmo.

Alicerce do Paraíso, "Bom Senso" – 25/01/1949

"Ensinamentos que dão vida a outras religiões, são ensinamentos proclamados pelo Deus da Salvação."

(...) Começarei por explicar o significado da forma () ("su"). Como se pode ver é uma circunferência com um ponto bem no centro. Se fosse apenas isso, não teria um significado muito importante; entretanto, nada é tão significativo.

A circunferência expressa a forma de todas as coisas no Universo. A Terra, o Sol, a Lua e até mesmo os espíritos desencarnados e as divindades tomam esse formato para se moverem de um lugar para outro. Isso está bem comprovado pela conhecida expressão "Bola de Fogo". A "Bola de Fogo" das divindades é uma esfera de luz; a dos espíritos humanos desencarnados não possui luz, é apenas algo embaçado ou desfocado, de cor amarela ou branca. Tratando-se de espírito masculino, é amarela, e de espírito feminino, branca, correspondendo respectivamente ao Sol e à Lua.

Mas vamos ao mais importante. Naturalmente, este mundo também tem o formato circular; mas não passa de um círculo, pois o seu interior está vazio. No caso do ser humano, significa não ter alma; assim, colocar-lhe um ponto no centro, ou seja, colocar-lhe alma, é torná-lo um ser vivente. Só dessa maneira, ele pode desempenhar atividades. Por conseguinte, a circunferência com um ponto no centro simboliza uma forma vazia na qual se pôs alma. Isso equivale à expressão "colocar espírito", usada pelos pintores antigos. Com base no que acabamos de dizes, podermos afirmar que até agora o mundo era vazio, não possuía alma. Eis,portanto, o que significa "Cultura Superficial", sobre a qual já escrevi em outra oportunidade.

A prova do princípio exposto acima evidencia-se em todos os setores da cultura. O tratamento alopático das doenças, como sempre digo, também é uma manifestação desse princípio. As dores e a coceira são adormecidas por meio da aplicação de injeções ou de remédios passados no local; a febre baixa-se com gelo, corta-se, também a purificação tomando-se remédios. Dessa forma, o doente livra-se dos sofrimentos durante algum tempo, mas, como não se atingiu a raiz da doença, a cura completa é impossível; como o tempo, a doença retorna. Em verdade, o que acontece é apenas o seu adiantamento. Sendo assim, também a causa das enfermidades está na alma, porém até agora não se compreendeu isso.

O mesmo se verifica em relação a outros males, como os crimes, por exemplos. Atualmente, eles são evitados de uma só maneira: fazendo-se o criminoso cumprir uma pena dolorosa. Trata-se de um processo idêntico ao tratamento alopático empregado pela Medicina. Por isso é que, quando alguém comete um crime, geralmente vem a cometer outros. Existe quem pratique dezenas deles, e até mesmo quem os cometa a vida inteira, passando mais tempo preso do que em liberdade. A causa disto está na falta do ponto, ou seja, da alma.

Sobre a guerra pode-se dizer a mesma coisa. Aumentando o poderio militar, o inimigo sentirá que não tem condições de vencer e desistirá da luta por algum tempo. Mas isso não passa de um meio de adiar a guerra; a História tem demonstrado que um dia, inevitavelmente, ela recomeçará. Assim, podemos entender que a cultura existente até agora era apenas uma circunferência sem um ponto no centro.

Eu sempre falo sobre a teoria dos noventa e nove por cento e do um por cento. Se uma circunferência entrar um ponto, significa que por meio de um por cento modificam-se noventa e nove por cento. Em outras palavras, representa destruir noventa e nove por cento do Mal com a força de um por cento do Bem. Seria o mesmo que tornar branca uma circunferência preta unicamente com a força desse um por cento. Relacionando isso ao mundo, significa colocar conteúdo, ou melhor, colocar alma numa civilização vazia. Assim, estamos vivificando a civilização que até agora só apresenta forma, como se fosse um objeto inerte. É o nascimento de um novo mundo.

Alicerce do Paraíso, "A Cultura de Su" – 10/09/1952

"Através do poder de Deus, rompamos o cárcere da superstição criado pela ciência material."

Este livro é uma bomba em relação à Ciência. São escritos iluministas referentes à humanidade e também o Evangelho da salvação do mundo. Vou agora explicar essa teoria e, ao mesmo tempo, como endosso, entre inúmeros milagres ocorridos na Igreja Messiânica Mundial, foram escolhidas e estão aqui publicadas cento e vinte experiências de fé. Como todas elas vão muito além da realidade, os leitores não conseguirão acreditar de imediato. Isso porque, no passado e no presente, milagres maravilhosos como esses ainda não tinham acontecido. Todos sabem que, desde os tempos antigos os milagres acompanham a Religião, mas, mesmo olhando com esses olhos, as pessoas dificilmente conseguem aceitar os milagres de nossa Igreja e também argumentar sobre eles. Além disso, todas essas experiências foram escritas pelos próprios agraciados, não havendo, assim, nenhuma dúvida. Nem é preciso dizer que, no Japão, e também no exterior, não existem exemplos semelhantes. Considerando motivo de orgulho para o Japão esse fato sem precedentes, eu me sinto na obrigação de propagá-lo o quanto antes ao mundo inteiro.

O fato a que nos referimos, constitui, sem dúvida, a grande maravilha da segunda metade do século XX, jamais imaginada por toda a humanidade. Se ela está sendo realizada através de mim, um ser humano, podemos dizer que é realmente um mistério que vai além do mistério. Não há dúvida de que é preciso ver aí um profundo significado, cuja raiz se baseia no profundo Plano de Deus Supremo, o superintendente do Universo. A causa dessa ocorrência é a existência de um grande erro na civilização contemporânea, o qual representa um forte empecilho para o progresso da cultura. A prova é que, apesar da cultura ter progredido tanto, o maior desejo do homem, que é a felicidade, não acompanhou esse progresso; pelo contrário, a infelicidade tende a se tornar cada vez mais profunda, esta é a verdade. Mas de que erro estamos falando? É, certamente, o erro do princípio da supremacia da Ciência. O homem moderno acredita que qualquer problema pode ser solucionado através da Ciência. E muito mais do que superestimação da Ciência, podemos dizer que ele caiu no abismo da superstição da Ciência. Atingido tal ponto, Deus irá destruir completamente essa superstição. Objetivando a construção de um mundo verdadeiramente civilizado, Ele começou a trabalhar diretamente, tendo o homem como intermediário, e isso também é realmente uma providência do tempo. A causa da superstição a que nos referimos é o pensamento, absolutamente materialista, de acreditar naquilo que se vê e não acreditar naquilo que não se vê. Portanto, para corrigir esse modo de pensar, é preciso todo empenho no sentido de que o homem tome consciência da realidade do espírito, até hoje considerado inexistente, e compreenda que, em tudo, o espírito é principal e a matéria é secundária.

Quero dizer também que, se a Ciência materialista fosse a Verdade, com o seu progresso, o sofrimento da humanidade deveria diminuir aos poucos e, na mesma proporção, a felicidade deveria aumentar, não acham? Entretanto, qual é a realidade? O progresso material é de fato magnífico: metrópoles culturais deslumbrantes, facilidade de transporte, modo de vida adiantado, tudo mecanizado, etc. Materialmente, não há dúvida de que a felicidade aumentou, mas a felicidade espiritual, que é importante, não passa de zero. Olhando sob esse prisma, fica bem evidente o erro da civilização contemporânea.

Mas o erro de que estou falando também faz parte do profundo Plano do Supremo Deus, e até hoje estava bem assim. Isso porque, para construir o Mundo Ideal, que é o objetivo de Deus, era preciso, primeiro, como preparação, desenvolver até certo ponto a cultura materialista. E a história da humanidade até hoje, cheia de guerras e de paz, de ascensão e decadência, também se explica dessa forma. Assim, a época da cultura materialista chega ao seu fim; ao mesmo tempo, é chegada a época da ascensão inesperada da cultura espiritualista. E as duas culturas, a materialista e a espiritualista, irão caminhar com os passos alinhados, concretizando-se a era da Verdadeira Civilização. Em outras palavras, é também a união da Religião com a Ciência. Para tanto, a questão prioritária é fazer com que se tome consciência da existência real do espírito. Deus mostra o milagre como método para essa tomada de consciência. Eu fui escolhido para desempenhar tal função, e, naturalmente, recebi força para realizar milagres. Em relação aos milagres, entre inúmeras religiões existentes desde tempos antigos, parecem-me especialmente marcantes os milagres de Cristo, ainda hoje famosos. Ele devolveu a visão a um cego, fez um aleijado andar, expulsou o demônio de uma pessoa má, e outros milagres. A maioria dos milagres contidos na nossa coletânea são quase iguais aos de Cristo, e alguns até superiores, podendo ser resumidos numa só palavra: espantosos! Além disso, todos eles foram manifestados por meus discípulos, o que, falando honestamente, é um acontecimento que pode virar a História.

A famosa expressão de Cristo, "Fim do Mundo", refere-se ao fim da época da cultura materialista, e a profecia "O Reino dos Céus está próximo", nem é preciso dizer, refere-se à época de uma cultura elevada, que progride rapidamente, ao nascimento iminente de um mundo de Verdadeira Civilização. Nessa grande transição do mundo, Deus irá manifestar milagres sem precedentes, realizando uma revolução cultural de âmbito mundial. Aqueles que acreditam nisso, serão pessoas felizes na Nova Era.

Gostaria de escrever muito mais, mas este livro ficaria puramente religioso, por isso vou parar por aqui. O leitor deve gravar bem o significado das minhas palavras e ler atentamente. Ao mesmo tempo, ele deve abandonar a visão da nossa Igreja como religião tradicional e olhá-la como uma Ultra-Religião.

Jornal Eiko no 202, Prefácio da Coletânea de milagres da I.M.M. – 01/01/1953

Mensagens de Meishu-Sama

Libertando-se da aflição, do apego e da preocupação

"Do ponto de vista espiritual, a aflição pode ser considerada como uma forma especial de apego, ainda que poucos possam entender assim, pois quase todos estão aprisionados ao hábito da aflição."

"Preocupação é o oposto da fé, pois ela exerce uma influência desfavorável sobre a sucessão dos fatos, impedindo o auxílio de Deus e a presença de Sua mão protetora. Quanto maior a preocupação, mais impedido fica o homem de receber a orientação Divina."

"Quase todos já experimentaram vez ou outra, intenso desejo por alguma coisa que lhes parecia inatingível. Depois de se desesperarem e finalmente desistirem, viram os seus desejos concretizados."

Respeitando as Leis da Natureza

"Quando nos adaptamos às leis naturais e reguladoras, o nosso caminho se torna mais suave. Quando fazemos resistência a elas, surgem as dificuldades."

"Quando pensamos e agimos de acordo com as imutáveis Leis Divinas, que regem toda a criação e todas as ações, os resultados são benéficos."

"A verdade, em matéria de saúde, está na adaptação e no respeito à Natureza. Essa é a condição fundamental."

Atmosfera espiritual

"Cada lar, cada pessoa, possui uma determinada atmosfera espiritual. Existem lares cálidos e amistosos. Outros dão a sensação de desconforto, de solidão e até de frieza. A atmosfera de qualquer lar reflete a atitude das pessoas que o compõem."

"Há pessoas em cuja presença sentimos animação, e outras junto das quais inconscientemente, nos sentimos desconfortáveis e doentios. São as suas qualidades mentais e espirituais que produzem tais efeitos em nós."

Onde existe muito amor, a Luz é intensa

"Cada qual deve estabelecer dentro de si um estado de espírito celestial e feliz."

Ação altruísta

"Quando os nossos pensamentos e ações são construtivos e benéficos, e estão em conformidade com as Leis do Cosmos, facilitando o Plano evolutivo, então somos felizes e prosperamos."

"Quando nos tornamos instrumentos efetivos do Plano Cósmico, não precisamos nos preocupar com a nossa própria condição."

Textos extraídos do livro "Gotas de Luz", volume 2. Publicação da Fundação Mokiti Okada

Johrei - Um novo paradigma para o século 21

Perceber que o ser humano e os demais seres vivos são muito mais do que a complexa aparelhagem que faz nossos corpos funcionarem é, hoje, condição indispensável para encontrarmos respostas para nossa vida e a de nosso planeta. Não é mais possível tentar eliminar nossos males apenas tratando dos sintomas. E isso vale em todos os níveis.

Um dos indicativos de que, finalmente, está surgindo um novo tempo de mudança é o aumento do número de pessoas que se voltam para as práticas holísticas, como caminho para encontrar a solução definitiva para seus problemas. A ciência de ponta tem comprovado, em diversas pesquisas, a existência de energias invisíveis que alteram, de modo surpreendente, situações até então irreversíveis. A própria Organização Mundial de Saúde, órgão oficial da Organização das Nações

Unidas, a partir do ano 2000, ampliou a definição do que é saúde, incluindo mais uma condição: a saúde espiritual. Na Inglaterra, o conceito de "spiritual healing" (terapia espiritual) não é novo, sendo até aceito por alguns seguros de saúde. Muito antes de tudo isso começar a acontecer surgiu o Johrei, transmitido e ensinado desde a terceira década do século passado pelo mestre Mokiti Okada, chamado respeitosamente por seus seguidores de "Meishu-Sama, Senhor da Luz."

Johrei é uma palavra criada por Meishu-Sama com a junção de dois ideogramas da língua japonesa: JOH, que significa "purificar", e REI, que significa "espírito". Assim Ele denominou o método de canalizar, com as mãos, a intangível, infinita e poderosa energia que, pela sua origem e benefícios, é considerada Luz Divina.

Assim explica Meishu-Sama: "A pregação das doutrinas religiosas age do exterior para a alma. Mas o ato purificador do Johrei projeta a luz espiritual diretamente na alma, despertando-a instantaneamente. Os que ingressam na nossa Igreja alcançam rapidamente uma percepção superficial e, em seguida, uma percepção mais profunda. Além de superarem suas próprias tragédias tornam-se aptos, também, a eliminar as tragédias alheias."

Alguns benefícios do Johrei:

❑ Desperta o homem para a existência do Criador;

❑ Fortalece-o para que ele possa ultrapassar os desafios da vida;

❑ Torna-o saudável física e espiritualmente;

❑ Torna-o mais sereno e pacífico;

❑ Eleva a sua inteligência e a sua personalidade;

❑ Expande a sua aura, protegendo-o dos infortúnios;

❑ Possibilita-lhe perceber melhor a abundância e as oportunidades, propiciando a sua prosperidade;

❑ Fortalece o sentimento de gratidão e o altruísmo.

Onde receber Johrei?

Acesse o site da IMMB - www.messianica.org.br ou ligue para (11) 5087-5132, para informações sobre os endereços das unidades em todo o Brasil.

REVISTA IZUNOME – Março/200

sábado, 7 de agosto de 2010

A sabedoria legada por Deus

"Quão tolo é aquele que tenta curar a doença sem ter noção de sua verdadeira causa!"

MEISHU-SAMA

Em meio aos confusos dias atuais, o objetivo da nossa religião é realmente salvar as pessoas e construir o Paraíso

Terrestre. Isto porque possuímos o Johrei – método peculiar que revela a existência de Deus. Diante do atual crescimento da nossa Igreja é preciso que, mais uma vez, nos conscientizemos da importância do Johrei, bem como da verdadeira salvação e do mistério da existência de Deus. Tendo o Johrei como eixo principal, devemos levar essa expansão a todas as camadas sociais dos outros países, a despeito das barreiras idiomáticas.

Por causa da cultura materialista que permeia toda a sociedade contemporânea, muitas pessoas desconsideram ou até mesmo desprezam a existência de Deus, vivem perdidas e levam uma vida animalesca. Também não se preocupam em buscar a essência do ser humano, ou seja, o que devem fazer já que receberam a dádiva de viver neste mundo, como devem viver e qual é a sua missão.

Obviamente qualquer pessoa, quando jovem, pelo menos uma vez sofre com a sua maneira de viver, sente-se perdida, idolatra alguém ou almeja algo. Surgem os seguintes sentimentos: "Quero levar uma vida boa, de alto nível"; "Quero ser feliz"; "Quero ter posição mais elevada que os outros"; "Quero ser bem-sucedido"; "Quero ser poderoso". Ora são desejos simples, ora são complicados e até vulgares. Qualquer jovem, sem exceção, nutre os mais diversos tipos de sonhos. A uma certa altura, busca referência nas palavras e atos de santos ou de personalidades históricas, na filosofia ou na religião. Questiona: "Afinal, o que é Mundo Ideal, Paraíso, Mundo de Miroku, Agricultura Justa etc.?", e busca a elevação como ser humano. Porém, muitos jovens, embora tenham definido seus objetivos, no meio do caminho se desesperam, desistem, perdem a auto-estima e a autoconfiança e se corrompem. Este também passa a ser o caminho da ruína. Isso não ocorre somente com os jovens. Como é grande o número de pessoas que tentam justificar sua própria falta de estudo e esforço transferindo para os outros a responsabilidade pelo seu fracasso! Simplesmente culpam a sociedade, as pessoas, a época que ainda não chegou e, no âmbito familiar, culpam os pais, os irmãos, o marido, a esposa... Nesses casos, a pessoa acaba desistindo da sua condição como ser humano.

Como a cultura materialista da atualidade influi fortemente nessa tendência, é evidente o aumento de pessoas que vivem à margem da sociedade. São exatamente essas pessoas, destituídas da qualificação como autênticos seres humanos, que negam veementemente a existência de Deus. Aqueles que não procuram conhecer a existência divina são tolos e dignos de pena. Por outro lado, nem mesmo o Deus Pai, citado por Cristo, ou as divindades búdicas tiveram facilidade para provar a existência das divindades. É preciso salientar que os ensinamentos tradicionais eram demasiado sublimes e inacessíveis às pessoas comuns. Dentro desse quadro, não podemos deixar de pensar que o Johrei, praticado pelos fiéis da nossa Igreja, é um meio simples de comprovar a existência de Deus. É um "atalho" que permite o acesso de qualquer pessoa ao caminho do Criador. Por conseguinte é imprescindível que nós estudemos sobre o Johrei. Desejo clamar sobre a necessidade de pesquisarmos e aprofundarmos nossa compreensão sobre sua essência.

No Ensinamento "Sermão, Johrei e Felicidade", Meishu-Sama nos diz: "A Igreja Messiânica possui o processo purificador denominado Johrei. Ele não visa curar doenças - é, antes, um método de criar felicidade. O Johrei não pode ter como objetivo a cura das doenças, porque estas são formas de purificação. Sua finalidade é eliminar as máculas do espírito. O resultado da erradicação dessas máculas é a extinção dos sofrimentos humanos."

O ser humano não é apenas matéria. Além do seu corpo físico ele carrega consigo uma partícula divina, invisível, a alma, através da qual sua existência está diretamente ligada ao mundo espiritual, que é a origem da vida. Essa é a grande premissa para compreender o Johrei.

Quanto à sociedade contemporânea, observamos que a partir de certo ponto a cultura oriental, de caráter espiritualista, passou a ser corrompida pela cultura ocidental, de cunho materialista. Por isso estamos esquecendo de buscar a força invisível. Como o mundo espiritual encontrava-se na Era da Noite, a consciência de que o homem é governado pelo mundo invisível veio sendo obstruída. Porém, no Japão - país do sol nascente – nasceu Mokiti Okada, fundador da Igreja Messiânica, que veio a este mundo com a missão de revelar a existência do Messias – o Deus salvador, tão aguardado por toda a humanidade. Também foi Ele que legou o Johrei a todos nós. Canalizando a energia espiritual do Johrei para o impuro corpo material do ser humano, as toxinas existentes em seu sangue são eliminadas, sua espiritualidade se eleva, ele adquire intuição, poder de discernimento e passa a perceber a verdadeira essência das coisas. Libertando-se da condição de tatear no escuro, o homem passa a ver as coisas com maior clareza. Dessa maneira vai se capacitando a conhecer, também, os aspectos do mundo quadrimensional (*). Passa a entender que está chegando o momento de a humanidade se conscientizar da transição da Era da Noite para Era do Dia, e da mudança da era do conhecimento humano para a era da Sabedoria Divina. Será impossível compreender tal transição somente através de teorias ou estudos materialistas. Dentro desse quadro o Johrei é a sabedoria legada por Deus, um meio insuperável para levar todas as pessoas a reconhecerem a Sua existência. Recebendo e ministrando Johrei, o homem se conscientiza do verdadeiro significado da vida e do trabalho. Portanto, a ministração de Johrei não visa simplesmente a cura de doenças. É, pois, um método de criar felicidade através da purificação da mente e do corpo. É impossível compreender, através de palavras e explicações, que a doença é um processo de eliminação das máculas espirituais, e que o Johrei elimina as impurezas do sangue. Essa compreensão só se torna realmente possível quando a própria pessoa o ministra para outrem.

Começando a compreender o princípio acima, o conceito de "milagre" deixa de existir. Por mais que um fato pareça milagre aos olhos materialistas, se alcançarmos a compreensão de que ele se tornou possível graças à atuação do poder invisível de Deus, eles passam a ser coisas naturais.

(*) Relativo a quatro dimensões, em geometria não-euclidiana; Quarta dimensão (Fís;Mat): o tempo em adição às trêsdimensões clássicas (comprimento, largura e altura ou profundidade)