quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

JOHREI

 “O ato que eu realizo sob o nome de Johrei constitui aquilo a

                                        que se dá o nome de Bmão 1atismo pelo Fogo.”

(…) Tomando a como base e analisando o sentido das profecias citadas, podemos afirmar que nos encontramos na iminência de um grande perigo; para ultrapassá-lo, precisaremos estar com o espírito purificado. Isso quer dizer que o homem mau será eliminado para sempre. Se assim for, torna-se imprenscindível purificarmos nosso espírito através de uma fé correta, a fim de que possamos transpor essa fase com segurança.

Os materialistas podem não acreditar, podem dizer que é um absurdo, que Deus é apenas fruto da imaginação do homem; entretanto, quando chegar o momento decisivo e, aflitos, eles quiserem voltar-se para Deus, já será tarde demais. Isso é mais claro que a luz do dia. Naturalmente, o amor de Deus é infinito e Seu desejo é salvar o maior número possível de criaturas. Nós, que seguimos Sua Vontade, estamos repetidamente advertindo os homens, através da palavra oral e escrita.

Sobre o mesmo assunto existe uma outra advertência: “Deus está querendo salvar os homens, mas, se eles não tomarem cuidado e não derem importância a tantos avisos, encarando-os simplesmente como o canto do galo que estão acostumados a ouvir, chegará a hora em que , prostarados, terão de pedir perdão a Deus. No entanto, quando chegar essa hora, Seus não poderá ficar se ocupando dos homens. Assim, eles terão de resignar-se ante a situação criada pelas suas próprias mãos.” Acho que essas palavras têm exatamente o mesmo sentido daquilo que eu acabei de explicar.

A propósto, falarei resumidamente sobre o Dilúvio e a Arca de Noé.

O fato deve ter acontecido há milhares de anos, num antigo país europeu, onde viviam dois irmãos de nome Noé. No estado que hoje chamamos de “transe”, o mais velho foi avisado sobre a iminência de um dilúvio e por isso deveria alertar seu povo. Muito apreensivos, eles anunciaram aos homens o perigo iminente, mas ninguém acreditou em suas palavras. Passados alguns anos, finalmente eles conseguiram convencer seis pessoas. Então Deus lhes ordenou que construíssem uma arca, e os oito entraram nela.

Pouco tempo depois, começou a chover ininterruptamente. Uns dizem que choveu quarenta dias; outros que cem. O certo é que foi um longo período de fortes chuvas. As águas subiam cada vez mais, inundando as casas; apenas o cume das montanhas ficava de fora. Os homens tentavam entrar na arca ou refugiar-se nas montanhas, mas os animais ferozes e as cobras venenosas, querendo salvar-se, faziam o mesmo. Como a arca possuia tampa, ninguém conseguiu entrar. Famintos, os animais devoraram todos os homens; salvaram-se apenas as oito pessoas que estavam na arca. Elas são consideradas antepassados da raça branca.

No Novo Testamento, existe uma passagem na qual se diz que João faria o batismo pela água e Cristo faria o batismo pelo fogo, atribuído a Cristo, só poderá ser o Juízo Final que está prestes a chegar. Acontece que a água é material, e o fogo é espiritual. Por isso, aquilo que estamos realizando atualmente a purificação do espírito através do espírito – nada mais é que o batismo pelo fogo. Como o espírito se reflete na matéria, a influência que esse batismo exercerá sobre ela deverá produzir uma mudança extraordinária. Mas precisamos saber que existe o perigo apenas para o Mal, e não para o Bem.

Este artifo, eu o ofereço às pessoas descrentes.

Alicerce do Paraíso, “O Juízo Final” –20/01/1950

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

“Os homens de pensamentos, palavras e ações puras e belas, estes, eim, são entes do Reino dos Céus.”

Interlocutor: Gostaria de saber a relação que há entre Nenpi-Kannon-Riki, Nenpi-Kannon-Gyo e Nenpi-Kannon-Shin.

Índice Meishu-Sama: Nesse caso, o ponto de partida é o pensamento; portanto, se a pessoa conseguir pratricar o Kannon-shin (pensamento de Kannon), também conseguirá praticar o Kannon-gyo (prática de Kannon). Com essa prática, poderá se manifestar o Kannon-kiki (força de Kannon), Ba oração, eles estão dispostos em ordem contrária. Mas é bom que estejam naquela ordem, porque para os budistas é o contrário, o corpo físico vem antes. Para os que têm a fé centralizada em Deus, entretanto, o espírito é que vem antes, porque o pensamento é primordial. Posteriormente é que se determina a prática. O pensamento e a prática devem unificar-se. Fala-se sobre a unidade pensamento, palavra e ação; o correto é a unificação dos três.

Registro das Palavras de Luz – Vol.8 – 30/05/1949

sábado, 29 de janeiro de 2011

“O Reino dos Céus é o mundo do Belo. Os sentimentos de seus habitantes são igualmente belos.”

kyoto 2 Os fiéis da nossa Igreja estão bem cientes de que o objetivo de Deus é a construção de um mundo ideal, de perfeita Verdade, Bem e Belo. Sendo assim, o objetivo de Satanás, Seu antagonista, é obviamente a Falsidade, o Mal e a Fealdade. Falsidade e Mal não necessitam de explicações; portanto, falarei a respeito da Fealdade.

Neste mundo, existem coisas erradas. Há casos, por exemplo, em que a Fealdade se associa à Verdade e ao Bem. Ao ver tais fatos, muitas vezes as pessoas fazem deles alvo de admiração e respeito. Em termos mais claros, desde tempos remotos, não são poucas as pessoass que, comendo e vestindo-se precariamente, morando em cabana, enfim, vivendo uma vida miserável, realizam práticas virtuosas para o bem do próximo e da sociedade. Realmente, se suas condições de vida fossem desfavoráveis, isso seria inevitável para elas poderem sobreviver, mas algumas, mesmo tendo condições para viverem de modo diferente, escolhem espontaneamente tal forma de vida, o que acredito não ser desejável. Entre elas, encontram-se muitos religiosos que escolhem uma vida de abstinência como meio de aprimoramento ahcando ser um meio excelente. Quem vê isso, considera-os pessoas sublimes. Mas para falar a verdade, esse pensamento não é correto, pois se nigligencia um fator importantíssimo, que é o Belo; ou seja, temos Verdade, Bem e Fealdade. Neste sentido, desde que não ultrapassem as condições adequadas a cada indivíduo, as vestes, a alimentação e a moradia do homem devem ser utilizadas da maneira mais bela possível, porque isso está de acordo com Vontade Divina. Além do mais, o Belo não é simplesmente uma satisfação individual, mas também o que causa uma sensação agradável aos outros; assim, podemos dizer que é uma espécie de boa ação Na verdade, quanto mais alto grau de civilização a sociedade alcançar, tudo deverá se tornar mais belo. Pem bem. Na vida dos selvagens não existe quase nenhuma beleza. Por isso, também podemos dizer que o progresso da civilização é, em parte o progresso do Belo.

Naturalmente, a nível individual, os homens também devem procurar mater uma beleza adequada, para causar boa impressão às demais pessoas; sobretudo as mulheres, devem mostrar-se ainda mais belas. Talvez não seja da minha conta falar-lhes semelhantes coisas, mas é a pura verdade; dentro de casa, deve-se sempre ter o cuidado de não deixar teias de aranha no teto, de conservar o assoalho tão limpo que não haja nem um cisco, de arrumar os objetos desagradáveis à vista e deixar os utensílios bem organizados. Assim, tanto os moradores da casa como as visitas sentir-se-ão bem, o sentimento de respeito crescerá naturalmente, e o conceito do chefe da família também se elevará. Devemos, ainda, cuidar do aspecto externo das residências. Mas não é preciso gastar dinheiro com isso; se procurarmos conservar nossa casa sempre limpa e em bom estado exteriormente, não só causaremos uma boa impressão às pessoas que passam pela sua frente, como também contribuiremos para influenciar positivamente o plano de turismo nacional. A esse respeito, existe um comentário sobre a Suíça, o qual, em parte, talvez se justifique pelo tamanho do país. De qualquer forma, dizem que lá, tanto as ruas como as praças públicas são sempre conservadas limpas e por isso a sensação que se tem é realmente a melhor possível. Este é um dos motivos pelos quais o país recebe tantos turistas; portanto, poderíamos tê-lo como exemplo a ser imitado.

As razões expostas mostram que nós, japoneses, também precisamos cultivar o senso do Belo. Através disso, exerceremos boa influência sobre os indivíduos e, em grande escala, muito mais do que pensamos, sobre a sociedade e a Nação. E mais ainda: através desse ambiente belo, os sentimentos dos cidadãos também se tornarão mais belos, e os crimes e os acontecimentos desagradáveis diminuirão, o que, consequentemente, se tornará um dos fatores determinantes do Paraíso Terrestre.

Finalizendo, escreverei a meu respeito. Desde jovem eu gostava de tudo o que dissesse respeito ao Belo. Embora fosse muito pobre, cultivava flores em espaços vazios e, qundo dispunha de tempo, pintava quadros. Sempre que me era possível, visitava museus e exposições. Na primavera, apreciava as flores, e no outono, o bordo. Agora, pela graça de Deus, minha vida se tornou mais afortunada, e, além de apreciar o Belo como desejo, isso constitui uma ajuda para a realização das atividades da Obra Divina. Entretanto, para terceiros, que desconhecem esse fato, minha vida parece exageradamente luxuosa, o que é inevitável. Desde tempos antigos, como sempre digo, os fundadores de religiões faziam a divulgação das doutrinas levando uma vida paupérrima e realizando penitências. Comparando-me com eles, talvez achem minhas atitudes um tanto estranhas, pela grande diferença observada. Na verdade, aqueles religiosos estavam na Era da Noite, e até mesmo a Religião era divulgada em termos infernais. Chegou, porém, a Época de Transição e, atualmente, quando o mundo está para se tornar Dia, a salvação é efetuada num estado paradisíaco, de modo que é necessário refletir profundamente sobre esse ponto.

Por isso, quero falar sobre o comunismo. Dizem que seu objetivo é também a construção do Paraíso Terrestre, mas deixando de lado outros aspectos, principalmente a sua noção do Belo é escassa. Portanto, desde que não adota o Belo, podemos compreender que ele não é verdadeiro.

Alicerce do Paraíso, “ O Paraíso é o Mundo do Belo – 11/07/1951

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

“Para a construção de um mundo pleno de Verdade, Bem e Belo, só há um meio; a prática do Amor e do Bem.” Nidai-Sama

SDC10313 Ninguém ignora que os povos do mundo atual estão submetidos a diversos sofrimentos, tais como guerras, doenças, insegurança, crises políticas e econômicas, etc. Tratarei, aqui, dos itens relacionados, sem me referir – é claro – a este ou àquele país, mas de um modo amplo e geral. Começarei pelos aspectos que constituem problemas mundiais.

Em primeiro lugar, salientarei o problema econômico, por representar um dos motivos de maior preocupação. A crise econômica, que atinge não só o governo, como também o povo, deixa de ser uma novidade, embora a maioria ignore a sua causa. Indubitavelmente, ela surge por influência do mal. Os governos, por exemplo, são prejudicados pelo mau procedimento dos funcionários. Que aconteceria se estes agissem conscienciosamente? Evitar-se-ia o esbanjamento de recursos, pois os funcionários teriam consciência de que tais recursos são provenientes dos impostos, que custaram o suor do povo. O número de funcionários poderia ser reduzido à metade, ou até menos, devido à eficiência do trabalho, motivada pela supressão do desperdício de tempo durante o expediente. A fidelidade dos funcionários no cumprimento dos deveres favoreceria o sucesso de todos os empreendimentos e cativaria a simpatia do público, que, por sua vez, os olharia com respeito, deixando de temê-los ou desprezá-los. Além disso, a extinção dos subornos impediria a prevaricação dos mesmos funcionários, tornando-os dignos da confiança do povo.

Se tudo isso acontecesse, não haveria mais necessidade de fiscalização, nem de processos jurídicos onerosos, resultando em incalculável benefício para a economia do país. Em relação à vida privada, o indivíduo adquiriria mais saúde, uma vida mais confortável e um lar feliz pelo abandono do uso de bebidas alcoólicas e extravagâncias prejudiciais. Notaríamos, ainda, o lucro inesperado que adviria da baixa de todos os preços, pelo desaparecimento das negociatas, muito comum nos empreendimentos.

Realizado o que foi exposto, o governo não necessitaria sequer da metade do presente orçamento, e o povo exultaria de alegria pela redução dos impostos.

O mesmo podemos dizer em relação às empresas particulares. Que sucederia se todos os empregados conseguissem vencer sua má índole? A fiel execução dos serviços dispensaria gastos supérfluos; a astúcia e a fraude tornar-se-iam uma raridade. Por conseguinte, facilitar-se-iam as boas transações, poupar-se-ia tempo, os negócios seriam efetuados em ambiente agradável, haveria aumento de produção e, consequentemente, baixa dos custos e ampla saída dos produtos. No setor da exportação, nos tornaríamos imbatíveis mundialmente. O resultado seria o desaparecimento de conflitos entre empregados e empregadores. O prazer com que todos se dedicariam à produção, à conciliação e a disposição saudável, dariam grande impulso ao serviço, o que, por sua vez, ocasionaria aumento da renda, extinguindo por completo a preocupação com problemas econômicos. As empresas prosperariam, sem dúvida, em ambiente saudável, desaparecendo bajulações e traições entre chefes e subordinados.

No setor político, as pessoas estão conscientes do habilidoso emprego do mal e do pequeno número de membros de partidos que têm por princípio velar pela felicidade do Estado e do povo. Certamente os políticos não deixam de levar em consideração o bem-estar da Nação e do povo, mas a realidade prova que eles são dotados de conceitos egoísticos e fazem tudo em benefício próprio e do partido a que pertencem, tendo por costume atacar as opiniões dos partidos opostos. Esse ataque, de caráter extremamente desprezível, que consiste no simples prazer doentio de criticar, hoje é tido como um ato comum. Nas assembléias, as sátiras, os termos indecorosos, os tumultos, que se convertem em vexame, assim como as agressões, dão a impressão de encontros de bandoleiros.

Vejamos, agora, o que está acontecendo com a sociedade.

Ninguém ignora que a corrupção é geral em todos os setores. É raríssimo encontrar um lar pacífico, pois em todas as famílias fomentam-se os conhecidos conflitos entre casais, entre pais e filhos, etc. Vemos, também, com freqüência, desavenças entre amigos e conhecidos. Ultimamente, os crimes contra parentes próximos entraram em moda, ultrapassando o limite do lamentável e causando terror. Além disso, os jornais estampam, diariamente, invasões domiciliares, assaltos, roubos violentos, fraudes, usurpações, furtos em lojas, ameaças e outros horrores. Em linhas gerais, esse é o aspecto da sociedade; podemos, pois, afirmar que este mundo é um atoleiro de pecados. É conforme disse Buda: “um mundo de sofrimentos”. Portanto, não há exagero em afirmar que a sociedade é constituída pelas vítimas do Mal. Com efeito, entre milhares de pessoas, não existe uma só que possa viver um dia livre de preocupações. Dentre estas, a maior, certamente, é a doença. O medo dos ladrões resolve-se trancando-se as; com saúde, conseguimos livrar-nos da pobreza, porque podemos trabalhar; processos jurídicos são evitados agindo-se com prudência. Mas é impossível evitar doenças e guerras. Uma análise minuciosa, entretanto, esclarece-nos sobre a possibilidade de evitá-las, unicamente através da Religião, já que toda desgraça tem sua origem no Mal.

Alicerce do Paraíso , “O mundo dominado pelo mal” – 17/09/1952

domingo, 16 de janeiro de 2011

“Compreendendo o amor de Deus do fundo do meu coração, tornei-me uma pessoa quedesconhece a solidão.”

GRATIDÃO (…)Os males que decorrem da ignorãncia humana, não se restrigem às questões de saúde. Todas as desgraças têm o mesmo caráter  e destinam-se à purificação do homem. O processo purificador, no entanto, muda seu tipo de ação de acordo com a causa do mal.

Os pecados de furto, peculato, prejuízo ao próximo, luxo excessivo e outros são redimidos com perda de dinheiro e de bens materiais. O farrista que esbanja a herança familiar está redimindo as máculas de seus pais e de seus antepassados. O espírito de um antepassado escolheu um descendente para que, por seu intermédio, se processe a purificação e a preservação do sangue da família, a fim de que ela venha a progredir no futuro. Nessas circunstâncias, não há conselho que surta efeito. Pode ocorrer o caso de dois irmãos com índoles diferentes: um é incorigível e malvado; o outro é leal e honesto. Aparentemente, o primeiro é mau e desonra o nome da família. Mas, à luz da Verdade, purificando a família e eliminando as máculas dos antepassados, sua missão assume maior importância que a do outro. Por essa razão, é dificilimo definir o Bem e o Mal usando critérios humanos.

Incêndios, roubos, falsidade, perdas na Bolsa, falências, comerciais, apostas inúteis, gastos com doenças, etc., são formas materiais de redenção de máculas também adquiridas materialmente. Portanto, embora possa fugir ás sanções das leis humanas, ninguém escapa das leis eternas.

O pecado de enganar ou ludibriar os olhos humanos será redimido, consequentemente, pelos males da vista; aquele que se comete através da palavra, provocará doença dos ouvidos ou da língua; torturar a mente do próximo causará dores de cabeça; o uso dos braços apenas para benefício próprio, será fonte de padecimento nos braços. A purificação ocorre de acordo com o Princípio da Concordância.

Também o ingresso na Fé produz sofrimento, e este será tanto mais profundo, quanto maior for a dedicação. O motivo é que Deus quer beneficiar a pessoa como recompensa pela sua dedicação, e para isso é necessário eliminar suas máculas espirituais, a fim de que ela possa receber as Graças Divinas. Suportando as purificações sem vacilar, a pessoa receberá benefícios inesperados. Entretanto, quem não possui firmeza de fé, vacila nesses momentos decisivos.

Vou lhes falr de minha experiência sobre o assunto.

Durante vinte anos sofri em virtude de dívidas aparentemente insolúveis. Finalmente consegui saldá-las em 1941. Foi um alívio! No ano seguinte, começaram a chegar-me riquezas inesperadas, e assim me surpreendi com a profundidade da Vontade Divina. É habitual ouvirmos comentários como este: “Fulano ficou rico após o incêndio”. Isso nada mais é que uma consequência da purificação. Podemos dizer o mesmo em relação ao incêndio de Atami. Se compararmos a atual cidade com o que ela era antes da catástrofe, veremos que a diferença é surpreendente.

Concluímos que, se os bons acontecimentos são apreciáveis, os maus também nos trazem benefícios, pois são purificadores, e que haverá verdadeira paz sempre que soubermos agradecer, tanto na saúde como na enfermidade. Mas isso se limita aos que têm fé. Com os descrentes ocorre o contrário: o sofrimento gera o sofrimento, a ansiedade piora a situação, e tudo caminha para o abismo.

O segredo da felicidade humana consiste em aceitar esta verdade.

Alicerce do Paraíso: “Conheça a Vontade Divina” – 02/12/1953

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

“Estejam cientes os messiânicos de que o Bem é o pensamento gerado pela Verdade, e o Belo é a forma criada pelo Bem.”

Costumo dizer que o Paraíso é o Mundo da Arte, mas isso não deixa de ser um conceito resumido. Naturalmente, o aperfeiçoamento da Arte é desejável, seja a pintura, a escultura, a música, as artes cênicas, a dança, a literatura, a arquitetura, etc.; entretanto, para se falar em paraíso, é preciso que todas as artes estejam reunidas, ou melhor, que tudo seja artístico.

Segundo o meu princípio, a solução dos sofrimentos pela Graça Divina não é outra coisa senão a magnífica Arte da Vida, isto porque a arte, na sua essência, deve satisfazer as condições da Verdade, do Bem e do Belo.

Em primeiro lugar, no sofredor não há, fundamentalmente, Verdade. O homem deve ser sadio por natureza. Quando ele perde a saúde espiritual ou material, significa que deixou de ser o que era: Verdade. Tomemos por exemplo uma jarra; se ela apresentar um defeito, perderá sua utilidade. Como objeto, nela não há Verdade se deixar vazar água, se cair quando a colocarmos em pé, ou quebrar quando tentarmos usá-la. Para que a jarra possa ser utilizada, é preciso consertá-la. O mesmo acontece com os homens. Se uma pessoa, por motivo de doença, não puder cumprir as missões para as quais foi criada, tornar-se-á inútil para a sociedade. Deverá, pois, submeter-se á reforma que vem a ser o Johrei da nossa Igreja, prece a Deus em favor de quem sofre.

A seguir, consideremos o Bem. Se não houver, no homem, nenhuma parcela de Bem e ele praticar somente o mal, também deixará de ser um homem verdadeiro: será um animal. Tal espécie de homem prejudicaria a coletividade em que vive, e precisaríamos, ao invés de condená-lo, evitar sua existência. Mas isso compete a Deus, que possui direito sobre a vida e a morte. Inúmeras pessoas tornam-se vítimas do fracasso, da doença e da pobreza; algumas chegam a perder a vida. Elas estão sendo julgadas por Deus. Entretanto, embora se fale no mal de forma genérica, existe aquele que é praticado conscientemente e aquele que é praticado inconscientemente. O sofrimento varia de acordo com essa diferença. A justiça é perfeita.

Dispenso maiores explanações sobre o Belo, por ser assunto do domínio de todos; mas, como temos dito, a condição fundamental para transformar este mundo em Paraíso está na concretização da Verdade, do Bem e do Belo. Assim, tanto a eliminação das máculas causadoras das doenças, como a reformulação dos métodos agrícolas, são, logicamente, artes. A primeira é a Arte da Vida, e a segunda, a Arte da Agricultura. Acrescentemos, ainda, a construção do Protótipo do Paraíso Terrestre, que é a Arte do Belo. Com a junção das três, construiremos o Mundo da Luz, consubstanciado na trindade Verdade-Bem-Belo. É o Paraíso Terrestre, ou a concretização do Mundo de Miroku.

Alicerce do Paraíso, "Paraíso – Mundo da Arte" – 04/10/1950

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

“A Verdade é o caminho, o Bem é a ação, o Belo é o sentimento. Desejo, ardentemente, que todos os cultivem.”

O objetivo da Igreja Messiânica Mundial é a construção do Paraíso Terrestre. Mas o que significa isso?

Obviamente, o Paraíso Terrestre é o mundo de perfeita Verdade, Bem e Belo. O método para obtenção da saúde – o Johrei, que é a vida de nossa Igreja – e a Agricultura Natural, são meios de que nos utilizamos para materializá-lo, mas o Johrei, além de promover a renovação do corpo físico, visa também à renovação do espírito. Independentemente de tais métodos, é de estrema urgência elevar o espírito das pessoas através do Belo. Esse é um novo projeto da Igreja Messiânica Mundial, que agora estamos colocando em prática. Para falar a respeito, vou expor, em primeiro lugar, a situação atual do Japão.

Numa classificação sumária, o Belo situa-se no domínio da audição, da visão e do paladar. No que se refere à audição, talvez nunca tenha havido época tão próspera em música como a época atual, em virtude, principalmente, do rádio, sendo muito significativo, também, o progresso do toca-discos, dos discos, etc... No tocante à visão, entretanto, a situação é muito precária, existindo apenas o teatro, o cinema e coisas do gênero. Em verdade, queremos algo que toque nosso sentimento pela beleza, que seja mais simples, mais próximo de nós, e que não esteja limitado pelo tempo. Ora, o teatro e o cinema são excelentes meios para deleitar os olhos, mas como implicam limitação no tempo, questões financeiras e meios de transporte, não podem ser aceitos integralmente.

O que propomos aqui, é o cultivo e distribuição das flores, excelente forma de propagação do Belo. Consiste em ornamentar com flores não só as residências como outros locais. Hoje em dia, as flores ornamentam, geralmente, as residências de pessoas de classe média, mas isso é insuficiente. Nosso objetivo é adornar com elas todos os lugares e classes sociais, colocando-as á vista de qualquer pessoa. No canto do escritório, em cima da escrivaninha, onde quer que seja, não é nem preciso dizer o quanto uma flor nos reanima e nos faz sentir um toque de pureza. Em termos ideais, desejamos ornamentar até mesmo prisões e locais de execução. Quão boa influência isso exerceria sobre os detentos! Se chegarmos ao ponto de existirem flores onde quer que haja pessoas, a força para tornar ameno este mundo infernal será bem grande. Atualmente, porém, isso é impossível, dado o alto preço das flores; por conseguinte, precisamos fazer com que elas possam se adquiridas a preços bem baixos. Para tanto, devemos intensificar o seu cultivo, mas de modo a não prejudicar a produção de alimentos.

O Japão é considerado o primeiro país do mundo no que se refere à variedade de flores. Quanto aos métodos de cultivo, também parece atingir o nível mais alto, e todos sabem que a tulipa, que era produzida exclusivamente na Holanda, começou a ser cultivada, antes da última guerra, não só no Estado de Niigata, com exceção da Ilha de Sado, mas também no Estado de Kanagawa. Está sendo exportada para a Inglaterra e para os Estados Unidos, e a produção vem aumentando a cada ano. Pela pesquisa que fizemos, constatamos, por exemplo, que os americanos admiram muito as flores existentes no Japão, interessando-se pelas raridades que não possuem em seu país. Assim, doravante, devemos fazer das flores mais um recurso para a obtenção de divisas, cultivando-as em larga escala. Até hoje essa prática veio sendo negligenciada, mas de agora em diante dever ser estimulada ao máximo. Além do mais, como a flor é um produto cuja exportação não sofre limitações de quantidade, torna-se objeto de enorme expectativa.

Alicerce do Paraíso, "Campanha de formação do Paraíso por meio das flores" – 08/05/1949