quinta-feira, 15 de março de 2012

“Makoto é o que mais desejo para este país”

Praticar o makoto é fazer o bem ao próximo, deixando a si mesmo em segundo plano. Ou seja, é o pensamento altruísta. É a prática do bem em prol da Humanidade e da sociedade.

Makoto é o contrário de falsidade. É a Verdade. Entretanto, a pessoa não pode simplesmente ser sincera. É preciso que ela use a inteligência e se baseie no senso comum.

Fazer o bem objetivando o seu próprio país ou sua classe social, parece ser uma boa ação, mas não é makoto, pois é uma ação limitada.

É necessário avaliar o makoto tendo como base o amor à Humanidade.

Revista Tijô-Tengoku no 4 (25/maio/1949)

GRATIDÃO 3“Nada é tão precioso quanto o makoto, o qual tem o poder de penetrar até mesmo numa grande rocha de ferro.”

Só o makoto é capaz de resolver os problemas dos indíviduos, do país e do mundo. A deficiência política resulta da falta de makoto. A pobreza material e a corrupção moral também tem a mesma origem. Enfim, todos os problemas são gerados pela falta de makoto. Religião, Educação e Arte que não se alicerçam no makoto, passam a representar meras formas sem conteúdo.

Homens, a chave de todos os problemas está no makoto. Alicerce do Paraíso, “Sinceridade” (25/janeiro/1949)

“Makoto é um tesouro inestimável que se acumula no coração das pessoas que não são falsas, que não mentem.”

Talvez não exista nenhuma palavra que soe tão agradavelmente quanto “simpatia”. Pensando bem, a simpatia é muito mais importante do que imaginamos, pois tem muita relação não só com o destino do indivíduo, mas também com a sociedade. Se alguém se tornasse simpático graças ao relacionamento com uma pessoa simpática e isso fosse se propagando continuamente, é óbvio que a sociedade se tornaria bastante agradável. Por conseguinte, diminuiriam os problemas, principalmente o conflito e o crime; espiritualmente, criar-se-ia o Paraíso. Não existe meio melhor do que esse, pois não requer dinheiro, não é trabalhoso e pode ser posto em prática imediatamente.

Falando, parece muito simples, mas todos sabem que, na realidade, não é tão fácil assim, pois não basta que a simpatia seja apenas aparente. A verdadeira simpatia aflora do interior; é indispensável, portanto, que a pessoa tenha makoto, o que depende de cada um. Em suma, a base da simpatia é o espírito de Amor ao Próximo.

Vou contar um pouco de minha experiência a esse respeito.

É engraçado que mesmo falar destas coisas, mas desde pequeno, onde quer que eu fosse, quase nunca era malquisto ou antipatizado. Pelo contrário, era respeitado e amado na maioria das vezes. Então, pensando bem, concluí que tenho uma característica que me parece ser o motivo disso: sempre deixo meus interesses e minha própria satisfação em segundo plano; procuro fazer, em primeiro lugar, aquilo que satisfaz aos outros, aquilo que os deixa felizes. Ajo assim não por razões morais ou religiosas, mas naturalmente. Talvez seja da minha própria natureza. Em outras palavras, é até uma espécie de “hobby” para mim. Por essa razão, muitos dizem que tenho uma natureza privilegiada, e é possível que tenha mesmo.

Depois que me tornei religioso, esse sentimento aumentou ainda mais. Quando vejo uma pessoa sofrendo por doença, não consigo ficar tranquilo; tenho vontade de curá-la a qualquer custo. Então, ministro-lhe Johrei, e ela fica curada e feliz. Ao ver sua alegria, esta se reflete em mim e eu me sinto feliz também. Por esse motivo, criei inúmeros problemas no passado e sofri muito. Mesmo quando achava que nada poderia fazer por uma pessoa e que deveria parar de dar-lhe assistência, a pedido insistente e até suplicas da própria pessoa e de sua família, eu cedia e continuava indo visitá-la, ainda que fosse longe. Gastava tempo e dinheiro, e, no final, o resultado era ruim, desapontando os falmiliares do doente. Muitas vezes, cheguei a ser odiado. Toda vez que isso acontecia, eu me censurava, achando que deveria tornar-me mais frio.

Como essa minha característica também foi de muita ajuda para a construção do protótipo do Paraíso Terrestre e do Museu de Belas-Artes, creio que ela me tenha sido atribuída por Deus. Quando vejo uma magnífica obra de arte ou uma paisagem maravilhosa, não sinto vontade de apreciá-la sozinho e até fico melindrado; nasce em mim o desejo de mostrá-las a um grande número de pessoas, para alegrá-las. Dessa forma, minha maior satisfação é alegrar o próximo, o que me faz ficar alegre também.

Alicerce do Paraíso, “Pessoa Simpática” – (21/abril/1954)

terça-feira, 13 de março de 2012

“Fé, resumindo numa só palavra, makoto”

Para sabermos se uma pessoa age com makoto ou não, ver se ela respeita seus compromisso. Deixar de cumprir os compromissos, parece – à primeira viste e em certos casos – coisa de pouca importância. Na verdade, significa enganar, e isso constitui uma espécie de pecado. Portanto, é assunto que merece a máxima atenção.

Um dos compromissos mais sujeitos a ser desrespeitados é o que se refere ao horário.

Pensemos no que ocorre quando somos impontuais. A pessoa que nos espera sujeita-se a todo tipo de aborrecimento e preocupações. Há um ditado que afirma: “É melhor ser esperado do que esperar”, mas pense de modo contrário. Devemos considerar o estado de ânimo daquele que nos aguarda. Quem não o leva em conta, não tem makoto, e isso anula qualquer outra qualidade.

Como instrumentos de Deus, os messiânicos devem cumprir rigorosamente seus compromissos e respeitar pontualmente os horários. Não serão aprovados na Fé os que assim não procederem. Gravem isso na mente e jamais se esqueçam desta advertência.

Alicerce do Paraíso, “Sinceridade” (28/janeiro/1950)

Apego aos ressentimentos e dificuldades em perdoar

por Andre Lima - andre@eftbr.com.br

O verdadeiro sentido da palavra "perdão" acabou sendo distorcido. Esse termo muitas vezes é associado a algum tipo de religiosidade ingênua, como se os que defendessem a idéia do perdão fossem pessoas bobas ou "boas" demais.
Entretanto, perdoar não tem nada a ver com bondade (e bondade também não tem nada a ver com ingenuidade, diga-se de passagem). Não perdoamos alguém ou algo para sermos bons com a outra pessoa.
Quando se tem algo a ser perdoado, significa que aconteceu alguma coisa, normalmente entre duas pessoas, onde um fez algo que acabou provocando um sofrimento no outro. A partir daí, existe um "responsável" pelo sofrimento e outro que acabou sendo a vítima.
A vítima, então, poderá ou não perdoar o causador do seu sofrimento. E o que realmente significa perdoar? Significa se libertar de sentimentos negativos guardados dentro de si mesmo, que causam sofrimento. Esses sentimentos não fazem mal para o algoz, pois são sentidos dentro da vítima que guarda mágoa, tristeza, raiva e outros ressentimentos que a pessoa aponta o outro como sendo o causador de tudo.
Mesmo que o outro tenha realmente feito algo terrível, apontá-lo como responsável e justificar seus ressentimentos não irá reverter o ocorrido no passado, tampouco irá amenizar o trauma. Não estou defendendo as pessoas que cometem atos terríveis. Se alguém agiu de forma condenável e até criminosa, é justo que pague por isso. Se tiver que ser denunciada, que seja. Devemos sim agir. É possível liberar os sentimentos negativos e ao mesmo tempo tomar as atitudes que devem ser tomadas.
Guardar ressentimentos fere única e exclusivamente a quem os sente. Não bastasse ter passado pela experiência negativa que outra pessoa nos infringiu, perpetuamos os sentimentos de mágoa e raiva dentro de nós. Alguns carregam por uma vida toda.
O fato desagradável às vezes ocorreu uma só vez no passado mas o nosso interior poderá continuar a reproduzir o sofrimento indefinidamente, como um eco que nunca termina. Esse sofrimento que nós mesmos perpetuamos, acaba sendo muito maior do que o sofrimento pontual que ocorreu no passado, por mais intenso que tenha sido na época. Não parece algo estranho o que a mente nos faz? Existe uma lógica inconsciente equivocada que nos faz agir dessa forma. Vamos tentar entender mais profundamente.
Em um curso de *EFT
uma das alunas estava se autoaplicando a técnica para dissolver sentimentos de mágoa guardados com relação a uma determinada pessoa que havia agido mal com ela no passado. A mágoa, então, foi se dissolvendo ao longo das rodadas, até que desapareceu. Quando chegou nesse nível de liberação, ela ficou preocupada, levantou a mão e me indagou durante a aula: "mas André, a pessoa poderá voltar a fazer a mesma coisa de novo!". Foi quando eu respondi o seguinte: "a não liberação da mágoa vai impedir que a pessoa cometa algo contra você?". Ela, então, disse: "é verdade, mesmo que o ressentimento fique guardado, não impede o outro de agir mal".
Portanto, a lógica inconsciente que está por trás do nosso apego aos ressentimentos, é a falsa crença que eles nos protegem de novos acontecimentos negativos. O que é totalmente falso. Além de não impedir novos acontecimentos, o ressentimento torna um sofrimento que poderia ser apenas pontual, em uma coisa crônica. Será que tem algo mais nocivo do que isso? Essa é a lógica do nosso ego, sempre buscando justificativas para que nós deixemos o sofrimento interior permanecer e crescer.
Continuando a aprofundar sobre esse pensamento, existe ainda a crença de que, se perdoarmos alguém, teremos que conviver novamente com a pessoa e assim ela poderá novamente nos fazer algum mal. Mais um equívoco. Perdoar não quer dizer virar um ingênuo ou ficar burro. É possível perdoar e ao mesmo tempo não voltar mais a ter a mesma relação com alguém. É possivel perdoar e impor limites, perdoar e se afastar. Isso por que o perdoar diz respeito apenas a dissolver sentimentos negativos internos seus, para livrar você da perpetuação de um sofrimento. E é só isso.
Vamos supor uma sociedade onde um sócio passou a perna no outro. O que foi trapaceado poderá se libertar cem por cento dos ressentimentos com relação ao ex-sócio, e ao mesmo tempo nunca mais querer fazer negócios com ele novamente, pois aprendeu que ele é uma pessoa desonesta. O ressentimento vai embora, o aprendizado fica. Se esse sócio prejudicado por acaso vier a fazer negócios novamente com o outro que ele já sabe ser desonesto, significa que ele deve ter sérios problemas de auto estima e outras questões emocionais mais profundas para se deixar entrar novamente em uma roubada.
De forma análoga, uma mulher que apanha do companheiro, separa e volta, faz isso não porque perdoou o marido, e sim, por que tem sérios problemas de autoestima. Resolvendo a questão da autoestima, ela pode perdoar o companheiro totalmente e ainda assim acabar o relacionamento.
Perdoar também não é premiar o outro. Essa é também mais uma lógica inconsciente do ego que nos ajuda a não liberar os ressentimentos. Inconscientemente, estamos acreditando que a nossa raiva pune a outra pessoa e que a liberação do sentimento seria um benefício para o outro. Acho que nem preciso explicar o quanto isso é um equívoco.
Essas amarras nos levam a proteger os sentimentos negativos dentro de nós, como se estivéssemos nos protegendo de coisas ruins, quando na verdade estamos nós mesmos nos infringindo um grande sofrimento.
A EFT ajuda a dissolver os ressentimentos de uma forma profunda. Às vezes, até sabemos da importância de perdoar para o nosso bem-estar, mas simplesmente não conseguimos deixar o sentimento ir embora. Com a estimulação dos terminais de meridianos de acupuntura realizados durante a aplicação da EFT, conseguimos desbloquear de forma profunda a energia, o que acaba limpando os ressentimentos, levando a uma sensação de perdão e paz interior. Fica infinitamente mais fácil quando utilizamos a EFT.
André Lima - EFT Practitioner.
*EFT - Emotional Freedom Techniques - É a auto-acupuntura emocional sem agulhas. Ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas emocionais. Você mesmo pode se auto-aplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar, acesse:
http://www.eftbr.com.br/manual-gratuito.asp e baixe o seu manual.

“MAKOTO” é uma palavra japonesa na qual estão implícitos os seguintes sentidos: sinceridade, fé, amor, lealdade, honestidade, fidelidade, cordialidade, verdade, devoção, lisura, constância e etc.

flor de luz 2“Ainda que sejamos inábeis ao falar, se as nossas palavras forem ditas com makoto, terão o poder de mover as pessoas.”

Frequentemente ouço pessoas dizendo que não conseguem formar novos membros por não saberem falar. Se as pessoas que sabem falar bem conseguem formar membros, então é melhor contratarmos comentaristas. (risos) Não são as nossas palavras e sim, o nosso makoto que se transmite às pessoas com quem falamos. Por isso, mesmo falando mal a pessoa consegue formar novos membros. Creio que a maioria é assim. Fico sempre admirado com os chantagistas, que são bons falantes. A sua conversa é realmente eficaz, por isso, creio eu, eles continuam chantageando. Ao contrário, as pessoas que não sabem falar bem, procuram demonstrar seus sentimentos através da ação ou do resultado.

Não devem fingir-se valentes. O homem deve tornar-se polido. É como afirma o ditado: “Missô de boa qualidade não apresenta o mau cheiro do missô”.

Registro das Palavras de Luz vol.12 (13/junho/1949)

terça-feira, 6 de março de 2012

“O destino das pessoas sem fé assemelha-se ao dos aguapés, que vivem flutuando sobre as águas.”

Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que, com a expressão “crentes”, queremos nos referir aos que professam a nossa religião, e não a praticantes de outras religiões.

Sem retroceder ao passado, mas observando, de maneira objetiva, as pessoas que vivem no mundo atual, chegamos à conclusão de que a expressão “pobres ovelhas”, usada por Cristo, é bem adequada. Pensemos: quantas criaturas vivem mão de luzrealmente sem qualquer preocupação? Certamente nenhuma. Entre as preocupações que afligem o homem, a que se poderia colocar em primeiro plano é a doença. Ninguém sabe quando será acometido por alguma enfermidade. Pode ser que fiquemos gripados daqui a uma hora; pode ser, inclusive, que a gripe se agrave em pneumonia ou seja, o início de uma tuberculose. É possível que esta noite tenhamos uma crise de apendicite e acabemos nos contorcendo em dores agudas, ou que, de uma hora para outra, venhamos a contrair tifo ou alguma doença de origem desconhecida. Quem tem filhos, corre o risco em vê-los acometidos por epidemias, como difteria ou meningite, por exemplo, e em poucos dias ver as suas vidas ceifadas. As pessoas de idade, por sua vez, podem a qualquer momento viver a tragédia de um derrame cerebral que lhes paralise metade do corpo, prendendo-as ao leito durante anos a fio. É possível, também, que algum de nossos familiares contraia uma moléstia infecto-contagiosa e tenha de ficar internado em isolamento.

Mas as coisas não param aí. Da maneira como são altas as despesas médico-hospitalares, não se sabe quanto se gastará com tratamentos e internação. Se a doença for debelada em pouco tempo, ainda bem; todavia, se o tratamento for prolongado, as economias feitas com sacrifício, ao longo dos anos, serão totalmente consumidas. Pode mesmo acontecer que, embora recupere a saúde, a pessoa seja despedida do emprego e termine perambulando pelas ruas. Conseguindo ter a vida salva, ela ainda pode trabalhar e se reerguer, mas se, por um golpe de azar, ficar inválida ou acabar falecendo, que acontecerá? Tratando-se de um chefe de família, como irão sobreviver seus familiares? Ele próprio deixará inacabados seus empreendimentos ou seu trabalho. Ora, é realmente lamentável que um homem, no auge da vida, tenha de deixar este mundo; é insuportável ver cortados os laços de amor e afeto que o unem à esposa e aos filhos. E qual chefe de família poderá garantir que tal situação não se lhe apresente de um momento para outro? Quando pensamos em circunstâncias desse tipo, sentimos que o medo com relação às doenças pesa como chumbo, e continuamente, sobre todas as pessoas, sem exceção de ninguém.

Se a vida é tão terrível como dizemos, se não podemos nos livrar da intranquilidade, é como afirmou Sakyamuni: “Este mundo é um purgatório, um mundo de dor, e o homem não pode escapar destes quatro sofrimentos: nascimento, doença, velhice e morte; não há outro jeito a não ser se resignar e suportar essas condições. Isso é o que chamamos Iluminação”.

Diante de semelhante quadro, não haveria salvação maior que o aparecimento de uma religião capaz de libertar o homem, totalmente, a angústia da doença. Entretanto, quem ouvir falar pela primeira vez sobre o aparecimento de uma religião dessa natureza, dirá: “Como pode haver tamanha tolice neste mundo? A cabeça da pessoa que diz isso não deve estar funcionando bem”. Provavelmente essa pessoa seria considerada como estando a um passo da loucura. Mas creiam, apareceu uma religião com o poder que dissemos. Os leitores poderão duvidar uma vez, duas vezes ou até negar. Mas… se souberem que se trata de uma verdade, que farão? O rebuliço seria tal, que ultrapassaria os moldes de um grande acontecimento, provocando, sem a menor dúvida, a maior sensação no mundo inteiro. Quem tiver a sorte vai querer fazer uma pesquisa; por outro lado, haverá pessoas que vão rir diante dos nossos olhos, dizendo que isso não passa de superstição. Tais pessoas serão companheiras daquelas que se suicidam pulando na cascata Kegon ou no vulcão do Monte Miharassan; devo dizer que são pessoas realmente infelizes.

Talvez digam que eu estou me vangloriando demais, mas vou falar aqui, de maneira bem simples sobre a Fé Messiânica e a doença. As pessoas que tiverem compreendido a verdadeira natureza da fé através desta religião, ficarão completamente despreocupadas em relação às enfermidades. E não é só isso. Esclarecidas sobre a origem da doença, ao invés de temor, sentirão até alegria, cientes de que ela é uma ação fisiológica natural para aumentar a saúde; constituindo uma grande benção de Deus.

Além da doença, existem várias outras causas de infelicidade. Exemplifiquemos. Na vida moderna temos um estreito relacionamento com os meios de transporte, dos quais não podemos prescindir; inclusive, dependendo de suas atividades, muitas pessoas os ocupam a maior parte de sua vida. Como é do conhecimento de todos, não pode ser menosprezada a preocupação com acidentes e com os danos que deles decorrem.

Além disso, temos os acidentes provocados pelas máquinas, nas indústrias, os incêndios, os prejuízos causados por assaltantes e, mais raras, porém sérias, as inundações e os terremotos.

A vida moderna está, portanto, cercada de muitos perigos, como enfermidades ou desastres, os quais não sabemos quando irão nos atingir. Pensando nisso, não podemos sentir-nos tranquilos um instante sequer. Em face dessa situação, os orgãos governamentais e civis têm tomado medidas de defesa, tal como seguros de saúde, seguros contra acidentes e desemprego, sistema de poupança e instalações assistenciais. Entretanto, medidas de ordem material como essas não garantem a tranquilidade além de certo limite. Apenas um seguro abstrato, isto é, o seguro proporcionado por Deus, é que nos pode assegurar a tranquilidade absoluta. O homem moderno, no entanto, vive um dilema: vê que as medidas materiais não lhe proporcionam uma vida tranquila, mas dificilmente aceita o conceito de força abstrata ou seguro proporcionado por Deus. Sendo assim, ele não passa de uma pobre ovelha.

Para nós, que professamos a Fé Messiânica, é realmente insuportável ver a situação aflitiva e insegura dos descrentes, os quais vivem como ervas flutuantes, sem ter onde firmar-se. E como se nos dirigíssemos a uma pessoa que tenta controlar um pequeno barco em alto mar e a convidássemos para embarcar num transatlântico, mas essa pessoa só ficasse a fitar o seu próprio barco e não conseguisse notar a existência da embarcação  de grande porte. Assim, embora convidemos os descrentes a ingressarem em nossa Fé, eles não conseguem sair das trevas da negação.

Admitimos que seja difícil acreditar numa força de salvação tão grandiosa, pois trata-se de algo inédito na história da humanidade. Contudo, só pelo fato de ter surgido essa extraordinária salvação, as pessoas devem se conscientizar de que, sem a menor sombra de dúvida, está bem próximo o advento do Paraíso Terrestre, mundo absolutamente isento de doença, pobreza e conflito.

Jornal Hikari no 2, “Teísmo e ateísmo” (20/03/1949)

“Quem se orgulha de negar a existência de Deus, é como se estivesse negando sua própria existência futura.”

hakone 2(…) Analisando a Natureza sob o aspecto da vida humana e do ambiente que a rodeia, subsiste um enigma que sobrepuja todos os outros: “Quem construiu este mundo maravilhoso e o governa à sua vontade?” Ninguém poderá deixar de refletir sobre o seu Criador, nem sobre o propósito com o qual foi construído um mundo tão esplendoroso. Procuremos imaginar esse Criador.

Um lar é governado pelo chefe de família; um país, pelo rei ou presidente. Logicamente, este mundo deve ser dirigido por alguém. E quem poderia ser senão o Ente conhecido como Deus? Não encontro outra conclusão. Por conseguinte, negar Deus significa negar o mundo em si mesmo. Tal lógica não permite dúvidas; se alguma pessoa duvidar, coloca-se num plano de obstinado preconceito. Nesse caso, assemelha-se aos irracionais: é desprovida de inteligência.

Nossa missão é extirpar do homem essa irracionalidade, transformando-o em verdadeiro ser pensante, numa verdadeira obra de reforma humana. Até mesmo o ateu deve convir que a grandiosidade do Universo e a perfeição cósmica só podem partir de um princípio perfeito: DEUS.

Alicerce do Paraíso, “A respeito do ateísmo” (06/01/1954)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Crescer em Paciência

Quem de nós não reconhece que precisaria ter mais paciência!
Precisaria ter mais paciência:
- no trânsito;
- com os colegas de trabalho;
- com os irmãos;
- com a esposa, com o marido, com os filhos;
- com a sogra; etc.
E aí vem uma pergunta: como ter mais paciência?
Uma luz para esta resposta surge da etimologia da palavra paciência. A palavra paciência vem do latim, patior, que significa “sofrer”. Foi escolhida esta raiz para a virtude da paciência, para transmitir a ideia de que uma pessoa paciente é uma pessoa que “sabe sofrer”.
Eis aí uma grande luz para nós: uma pessoa impaciente nada mais é do que uma pessoa que não sabe sofrer. Assemelham-se às crianças que quando são contrariadas minimamente começam a berrar. Um homem maduro, por outro lado, aprende a sofrer, pois entende que o sofrimento faz parte da vida. Aprende a sofrer para não tornar a sua vida um inferno, nem infernizar a vida dos demais.
Tenho sido uma pessoa paciente? Tenho sabido aceitar com alegria as contrariedades da vida? Tenho sido uma pessoa madura, que sabe sofrer, com a preocupação de não tornar a vida pesada aos demais?
Tenho sabido suportar com mansidão as demoras da vida?
Este é um aspecto importante do saber sofrer da virtude da paciência: saber suportar as demoras das coisas, não querendo apressar o seu tempo.
Tudo tem o seu tempo:
- Deus tem o seu tempo;
- a natureza tem o seu tempo; o tempo do crescimento de uma planta; o tempo do desabrochar de uma flor; o tempo do surgimento de um fruto;
- as pessoas têm o seu tempo; o tempo para amadurecerem, o tempo para melhorarem, o tempo para realizarem uma tarefa, etc.
Uma pessoa impaciente não sabe suportar estas demoras. Faz lembrar aquela estória do homem que resolveu contemplar o nascimento de uma borboleta.
Um dia, um homem vendo uma borboleta que começava a sair do seu casulo, resolveu sentar-se para contemplar esta cena. Depois de um bom tempo contemplando o lento processo de saída, perdeu a paciência e resolveu ajudá-la. Pegou uma tesoura e abriu a extremidade por onde ela estava saindo. Como era de se esperar, a borboleta saiu num instante. No entanto, morreu horas depois. Morreu porque suas asas ficaram coladas ao corpo e não pôde voar. O que aquele homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não sabia, era que o casulo apertado e o esforço da borboleta para passar através da pequena abertura é o modo pelo qual Deus se serve para que as suas asas se desprendam do corpo, de forma que esteja pronta para voar uma vez que está livre do casulo.
Saibamos esperar pacientemente o tempo das coisas! Saibamos esperar:
- o tempo de um filho amadurecer, uma vez que já o alertamos;
- o tempo da esposa, do marido, melhorar, uma vez que já o corrigimos;
- o tempo de receber um aumento no salário, uma vez que já o pedimos;
- o tempo do trânsito fluir;
- a temperatura arrefecer e não ficar reclamando do calor, etc, etc.
Saibamos ser pacientes e experimentaremos aquilo que Cristo nos disse que é o melhor elogio da paciência: “pela vossa paciência possuireis as vossas almas” (Lc 21, 19). Isto é, pela vossa paciência sereis senhores das vossas almas. Numa palavra: experimentaremos a paz, uma grande paz.
Pe. Paulo M. Ramalho