quarta-feira, 16 de março de 2016

ORIGEM DAS CALAMIDADES - AS TRÊS GRANDES CALAMIDADES E AS TRÊS PEQUENAS CALAMIDADES

Vou explicar o significado fundamental das Três Grandes Calamidades – vento, chuva e fogo – e das Três Pequenas Calamidades – fome, doença e guerra – comentadas desde eras remotas.
O vento e a chuva são ações purificadoras do espaço entre o Céu e a Terra, causadas pelas máculas acumuladas no Mundo Espiritual, isto é, impurezas invisíveis. Dispersá-las com a força do vento e lavá-las com a chuva, é a finalidade da tempestade. Mas que máculas são essas e de que forma se acumulam?
São máculas formadas pelos pensamentos e palavras do homem. Pensamentos que pertencem ao mal, como ódio, insatisfação, inveja, cólera, mentira, desejo de vingança, apego, etc., maculam o Mundo Espiritual. Palavras de lamúria, inclusive em relação à Natureza, como, por exemplo, comentários desairosos sobre o tempo, o clima e a safra, censuras e agressões às pessoas, gritos, intrigas, cochichos, enganos, repreensões, críticas e outras coisas desse gênero também partem do mal e maculam o Reino Espiritual das Palavras, que, em relação ao Mundo Material, situa-se antes do Reino do Pensamento. Quando a quantidade de máculas acumuladas ultrapassa certo limite, surge uma espécie de toxinas que causarão distúrbios na vida humana, e então ocorre a purificação natural. Essa é a Lei do Universo.
Como expliquei as máculas do Mundo Espiritual, ao mesmo tempo em que influenciam a saúde do homem, afetam as ervas, as árvores e principalmente as plantações, tornando-se a causa da má colheita e do alarmante aparecimento de insetos nocivos. É esse o motivo pelo qual, atualmente, estão surgindo pragas que secam pinheiros e cedros em todas as regiões do Japão. Portanto, se os japoneses não se elevarem muito, será difícil evitar que isso aconteça. Em outras palavras: os erros dos próprios japoneses estão secando os pinheiros e os cedros do seu país, de modo que eles precisam moderar bastante o seu pensamento e as suas palavras.
Tal como nas calamidades naturais, nas calamidades humanas também há algo de aterrorizador, principalmente na guerra – aquela que maiores danos causa ao homem. Sobre as causas da guerra, apresentarei uma tese nova que poderá surpreender, por ser algo fora de qualquer expectativa. Gostaria que os leitores lessem com toda a atenção.
A guerra é a luta de grupos, e até hoje a humanidade tem demonstrado mais propensão a ela do que à paz. E não é só internacionalmente. Observando cada região de um país, veremos que quase não há lugares sem conflito. Nas repartições, nas firmas, nas associações, enfim, em qualquer grupo, sempre há lutas nos bastidores, ininterruptamente, e as pessoas vivem se criticando e se rejeitando. Observando, ainda, conflitos entre profissionais, conflitos no lar, entre casais, entre irmãos, entre pais e filhos, conflitos entre amigos, etc. O homem realmente aprecia muito os conflitos. Notamos que frequentemente eles ocorrem até no interior de transporte, ou na rua, com os transeuntes. Creio ser desnecessário continuar enumerando todos os conflitos que existem entre os homens. Vou explicar a causa dessa tendência humana.
Todas as pessoas possuem toxinas de diversas espécies, inatas ou adquiridas após o nascimento. Essas toxinas se acumulam no local em que os nervos são mais instados pelo homem, isto é, do pescoço para cima. Mesmo que as mãos e os pés estejam descansando, órgão como o cérebro, os olhos, o nariz, a boca, os ouvidos e outro estão em constante ação enquanto o homem se encontra acordado. É natural, portanto, que as toxinas se reúnam nas proximidades desses órgãos. Essa é também a causa do enrijecimento da região do pescoço e dos ombros, de que muitos se queixam. À medida que as toxinas se acumulam, vão se solidificando, e, quando a solidificação atinge certo estágio, surge a ação contrária, isto é, a dissolução e eliminação, a que nós chamamos processo purificador. Ele é sempre acompanhado de febre, que surge para dissolver as toxinas solidificadas e, assim, facilitar a sua eliminação. Essa purificação natural é o resfriado; excreções como escarro, coriza, suor, etc., representam eliminação das toxinas.
A grande maioria das pessoas está constantemente em processo de purificação, com resfriado ameno, mas, sendo ele quase imperceptível, elas se julgam sadias, o que não corresponde absolutamente à verdade. Caso se submetam um exame minucioso, será constatado, infalivelmente, que elas têm um pouco de febre da cabeça aos ombros, apresentando, entre outros sintomas, peso e dor de cabeça, secreção ocular, coriza, zumbido no ouvido, piorreia e enrijecimento do pescoço e dos ombros. Por isso, sempre há uma certa indisposição. Essa indisposição é a origem da ira, que se concretiza em forma de conflito, cujo aumento, por sua vez, acaba em guerra. Assim, para extinguir o espírito belicoso, só há um método: eliminar aquela indisposição. Eis por que, quando a pessoa se sente bem, se incomoda ao ouvir alguma coisa desagradável, mas, se ela está indisposta, não consegue evitar a ira. Creio que quase todos já tiveram essa experiência.
É muito comum ver bebês que choram muito. Geralmente se diz que eles são nervosos, mas, se forem examinados, sempre se constatará um pouco de febre em sua cabeça e na região dos ombros. Embora se trate de bebês, muitos têm os ombros endurecidos. Em tais casos, com a ministração de Johrei, as toxinas diminuirão, cessará a febre e eles deixarão de chorar constantemente. Com as crianças que facilmente se irritam acontece o mesmo, mas por meio do Johrei o problema se resolve, e elas se tornam obedientes; além disso, seu nível de aproveitamento escolar também melhorará. O conflito entre casais tem a mesma origem; recebendo Johrei, eles conseguiram se harmonizar.
Como a causa fundamental do conflito é a febre decorrente da dissolução das toxinas da cabeça e da região do pescoço e dos ombros, o único meio de solucioná-lo é eliminar completamente a febre. Então não será exagero afirmar que o Johrei da nossa Igreja, apesar de o mundo ser tão grande, é o único, inigualável, absoluto e radical meio de eliminação do conflito. O mesmo podemos dizer em relação a todos os problemas que hoje constituem motivo de sofrimento.
Ideologias destrutivas ou que fomentam lutas de classes, também têm origem na insatisfação e nas queixas provenientes das indisposições das pessoas. Muitos, para fugirem dela, inconscientemente procuram sensações fortes, e isso, evidentemente, resulta em crimes, alcoolismo, devassidão, ociosidade, brigas, etc.

Fazendo mau uso da razão, os materialistas ambiciosos de cada época geram o aumento da insatisfação e das queixas, instigam a guerra e provocam a revolução social de caráter nocivo. Consequentemente, para se construir a paz eterna sobre a Terra, em primeiro lugar se deve erradicar a indisposição de cada homem e aumentar-lhe o bem-estar. Não há dúvida de que, assim, o ser humano abominará o conflito e amará a paz.
Alicerce do Paraíso – Volume 2 – 13/agosto/1949

terça-feira, 15 de março de 2016

MUNDO ESPIRITUAL - A EXISTÊNCIA DO MUNDO ESPIRITUAL

Em primeiro lugar, é preciso entender a finalidade do nascimento do homem.
Deus criou o homem para construir o mundo ideal, que é o objetivo do Seu governo na Terra, concedendo-lhe missões específicas e utilizando-o conforme Sua vontade. A evolução da era primitiva para a brilhante era cultural de hoje e também o desenvolvimento da inteligência humana até chegar ao estágio atual, foram dirigidos exclusivamente pra esse fim.
Não só o homem – criatura de nível mais elevado – mas todas as outras criatura, inclusive os vegetais e minerais, enfim tudo aquilo que tem forma, está constituído de dois elementos fundamentais: espírito e corpo. Havendo separação desses elementos, o ser deixa de existir, seja ele qual for. Mas pretendo falar apenas sobre o homem.
Quando o corpo carnal se torna inútil, por velhice, doença, perda de sangue, etc., o espírito o abandona e dirige-se ao Mundo Espiritual, onde passa a viver. Esse fenômeno é idêntico no mundo inteiro, seja qual for a raça. Há muitas obras de autores famosos tratando do assunto, entre elas a que se intitula “Raymond”, da autoria de Sir Oliver Lodge (1851-1940), editada na Inglaterra logo após a Primeira Guerra Mundial. Ele registra mensagens que lhe foram enviadas do Mundo Espiritual por um filho seu que falecera na Bélgica, durante uma batalha daquela guerra. Na época, o livro foi lido por muitas pessoas de diversos países, surgindo daí inusitado movimento de pesquisa do Mundo Espiritual e também grandes médiuns.
Também o famoso autor de “O Pássaro Azul”, o belga Maurice Maeterlinck (1862-1949), tornou-se um estudioso dos fenômenos sobrenaturais após reconhecer a existência do espírito. Com a publicação, logo a seguir, do livro “Exploration in the Spiritual World”, do Dr.Ward, as pesquisas tomaram um impulso ainda mais extraordinário. Nesta obra ele descreve minuciosamente o Mundo Espiritual. Conta que, uma vez por semana, entra em estado de transe, sentado numa cadeira, e se transporta para lá. Nessas ocasiões, o espírito de um tio seu acompanha-o para mostrar-lhe todos os aspectos daquele mundo, orientando-o sobre sua verdadeira natureza. Também os espíritos de seus amigos e conhecido desempenham papel de instrutores, enriquecendo sobremaneira os conhecimentos que lhe são ministrados. Trata-se de uma obra muito interessante, que pode ser de grande validade para o conhecimento da vida no Mundo Espiritual, razão pela qual espero que os leitores a leiam.
Inegavelmente há alguns aspectos diferentes entre o Mundo Espiritual do Ocidente e o do Japão. Pretendo posteriormente, através de diversos exemplos, explicar os fenômenos de um e de outro.
Notícias procedentes da Inglaterra há mais de dez anos, dizem que surgiram naquele país centenas de sociedades de pesquisas psíquicas desenvolvendo intensas atividades, e que até foi fundada uma universidade para esse fim, mas eu gostaria de saber a situação presente, porque, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, não tive mais notícias a respeito.

Alicerce do Paraíso – Volume 2 –  25/agosto/1949

MUNDO ESPIRITUAL - O MUNDO DESCONHECIDO

Vivemos e respiramos no Mundo Material, o Mundo Temporal, mas, com a morte, tornamo-nos habitantes do Mundo Espiritual, o Mundo Desconhecido, isto é, o Mundo Intemporal.
O Mundo Espiritual é invisível, impalpável. Não sendo perceptível pelos sentidos, torna-se difícil crer na sua existência apenas por meio de palavras, através de uma simples explicação. Entretanto, visto que se trata de uma realidade e não de um vazio, seria impossível ele não se manifestar por algum fenômeno, sob qualquer forma.
Com efeito, os fenômenos espirituais – grandes, médios ou pequenos – apresentam-se em todos os aspectos da vida humana, nos seus mínimos detalhes e em todos os locais do mundo. Só que o homem não os percebe. Essa falta de percepção é causada pelo desinteresse da educação da cultura tradicional em relação ao espírito, em decorrência da fase noturna que o mundo atravessava. No escuro da noite, com a luz da Lua, só se consegue enxergar escassamente, mas de dia, com a luz do Sol, é possível distinguir claramente todas as coisas, de forma global e instantânea. Num futuro bem próximo, o Mundo Conhecido, que era regido pela Lua, será o mundo regido pelo Sol, isto é, o mundo sob a Grande Luz. Como resultado dessa mudança de regência, serão revelados todos os segredos, falsidades e erros.

Alicerce do Paraíso – Volume 2 – 5/fevereiro/1947

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

“Envolvido pela aura de Deus, sinto-me profundamente feliz. É como se eu estivesse me divertindo no campo, durante a primavera.”

(…) O corpo espiritual irradia incessantemente uma espécie de ondas de luz. É como se fosse a veste do corpo espiritual, daí a denominação “aura”. Sua cor é geralmente branca, porém, conforme a pessoa, poderá ser amarelada ou roxa. Também há diferença de largura: normalmente tem cerca de três centímetros, mas nos enfermos é fina; à medida que a enfermidade se agrava, a aura vai afinando cada vez mais, e na hora da morte desaparece. A expressão popular “Fulano está com a sombra da morte na face” justifica-se pela percepção de que a aura de pessoas nesse estado é quase inexistente. Nas pessoas saudáveis, ao contrários, ela é larga. Essa largura torna-se ainda maior nos virtuosos, cujas ondas de luz também são mais fortes; nos heróis, a aura é mais larga do que nas pessoas comuns; nas personalidades ilustres do mundo, é ainda mais, sendo extraordinariamente larga nos homens santos.

Entretanto, a largura da aura não é fixa; varia constantemente, de acordo com os pensamentos e atos da pessoa. Quando esta pratica ações virtuosas, baseada na justiça, sua aura é larga; em caso contrário é fina. As pessoas de sensibilidade comum em geral não conseguem enxergar a aura, mas existe quem o consiga. Mesmo aquelas, se observarem atentamente, poderão vislumbrá-la.

A largura da aura tem relação direta com o destino do homem. Quanto mais larga ela for, mais feliz ele será. Os que têm aura larga serão mais calorosos, causam uma boa impressão e atraem muitas pessoas, porque os envolvem com sua aura. Ao contrário, aqueles cuja aura é fina, causam uma impressão de frieza, desagrado e tristeza, e temos pouca vontade de permanecer em sua companhia.

Em face do que dissemos, o esforço para aumentar a largura da aura é a fonte da felicidade. Mas de que forma devemos agir? Antes de responder a essa pergunta, darei uma explicação sobre a natureza da aura.

Já sabemos que todos os pensamentos e atos humanos se subordinam ao bem ou ao mal. A largura da aura também é proporcional à soma do bem ou do mal. Isto significa que, na ocasião em que a pessoa pensa ou pratica o bem, surge-lhe o sentimento de satisfação na consciência, o qual se transforma em luz e soma-se ao seu corpo espiritual, aumentando-lhe assim, a luminosidade; ao contrário, o mal transforma-se em máculas, que também se acrescentam às já existentes no corpo espiritual da pessoa. Ao mesmo tempo, quando se faz o bem, a gratidão do beneficiado torna-se luz, e esta, através do ele espiritual, é transmitida para o praticante do bem, aumentando-lhe, consequentemente, a luz, em contraposição, pensamentos de vingança, ódio, inveja, etc., transformam-se em máculas, que são transmitidas à outra pessoa pelo elo espiritual, somando-se às práticas que ela já possui. Sendo assim, é importante que o homem pratique o bem, alegre o próximo e dele jamais receba pensamentos como os que mencionamos. (…)

Alicerce do Paraíso – “Aura” – 05/02/1947

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A VONTADE DE DEUS

“É venerável o sentimento de Deus. Ele ama os homens tal como os pais amam os filhos”

Qualquer pessoa tomará por um sonho descabido o objetivo de nossa igreja – construir um mundo sem doenças, sem pobreza e sem conflito, ou seja, o Paraíso Terrestre, que corresponde ao “Advento do Reino dos Céus”, ou à “Vinda do Messias”, da religião judaica. Sakyamuni disse que, depois da sua morte, viria um mundo perfeito. Não afirmou, entretanto, que esse mundo estivesse eminente; ao contrário, disse estar infinitamente longe: 5.670.000.000 de anos.

Todas essas profecias foram de grande utilidade. Se não houve referência a um plano de execução, devemos interpretar que ainda não era chegado o tempo, mas sabemos que a aceitação e a prática dos ensinamentos pregados pelas religiões antigas tornaram-se o alicerce das religiões atuais. Naturalmente, cada religião criou e divulgou seus protótipos, formas e métodos, adaptáveis aos diferentes povos e países. Evidentemente, as religiões foram criadas sob o desígnio de Deus, para serem condicionadas a determinadas épocas, localidades, povos, tradições, costumes, etc. Graças a essa força, a cultura alcançou o deslumbrante progresso que hoje apresenta. Não fossem as religiões, o mundo estaria a mercê de Satanás, ou talvez, destruído.

Ao refletirmos sobre esses assuntos, não podemos deixar de levar em consideração os grandes méritos dos fundadores de religiões. Todavia, embora estas últimas hajam evitado a destruição do mundo, é duvidoso que o seu poder seja eficiente para o mundo atual ou para o futuro. Isto porque a humanidade padece um sofrimento infernal, o que comprova a deficiência das Igrejas, as quais não conseguem conduzir os sofredores ao estado celestial. Só um número restrito de povos participa dos benefícios da civilização moderna. Presentemente, a humanidade carece muito do espírito da paz.

Uma observação sobre o mundo atual fa com que as pessoas prudentes sintam a necessidade do aparecimento de uma grande luz que dissipe as trevas, isto é, o poder salvador de uma Ultra-Religião. Nesse sentido, consciente da responsabilidade que lhe cabe como sendo esta Ultra-Religião, nossa Igreja vem apresentando resultados surpreendentes.

Alicerce do Paraíso – “Ultra-Religião” – 20/07/2015

A VONTADE DE DEUS

“Compreendendo o amor de Deus do fundo do meu coração, tornei-me uma pessoa que desconhece a solidão”

(…) Os males que decorrem da ignorância humana não se restringem às questões de saúde. Todas as desgraças têm o mesmo caráter e destinam-se à purificação do homem. O processo purificador, no entanto, muda seu tipo de ação de acordo com a causa do mal.

Os pecados de furto, peculato, prejuízo ao próximo, luxo excessivo e outros, são redimidos com perda de dinheiro e de bens materiais. O farrista que esbanja a herança familiar está redimindo as máculas de seus pais e de seus antepassados. O espírito de um antepassado escolheu um descendente para que, por seu intermédio, se processe a purificação e a preservação do sangue da família, a fim de que ela venha a progredir no futuro. Nessas circunstâncias, não há conselho que surta efeito. Pode ocorrer o caso de dois irmãos com índoles diferentes: um incorrigível e malvado; o outro é leal e honesto. Aparentemente, o primeiro é mau e desonra o nome da família. Mas, à luz da Verdade, purificando a família e eliminando as máculas dos antepassados, sua missão assume maior importância que a do outro. Por essa razão, é dificílimo definir o Bem e o Mal usando critérios humanos.

Incêndios, roubos, falsidade, perdas na Bolsa, falências comerciais, apostas inúteis, gastos com doenças, etc., são formas materiais de redenção de máculas também adquiridas materialmente. Portanto, embora possa fugir às sanções das leis humanas, ninguém escapa das leis eternas.

O pecado de enganar ou ludibriar os olhos humanos será redimido, consequentemente, pelos males da vista, aquele que se comete através da palavra, provocará doença dos ouvidos ou da língua; torturar a mente do próximo causará dores de cabeça; o uso dos braços apenas para benefício próprio, será fonte de padecimento dos braços. A purificação será de acordo com o Princípio da Concordância.

Também o ingresso na Fé produz sofrimento, e este será tão mais profundo, quanto maior for a dedicação. O motivo é que Deus quer beneficiar a pessoa como recompensa pela sua dedicação, e para isso é necessário eliminar suas máculas espirituais, a fim de ela possa receber as Graças Divinas. Suportando as purificações sem vacilar, a pessoa receberá benefícios inesperados. Entretanto, quem não possui firmeza na fé, vacila nesses momentos decisivos.

Vou lhes falar de minha experiência sobre o assunto.

Durante anos sofri em virtude de dívidas aparentemente insolúveis. Finalmente consegui saldá-las em 1941. Foi um alívio! No ano seguinte, começaram a chegar-me riquezas inesperadas, e assim me surpreendi com a profundidade da Vontade Divina. É habitual ouvirmos comentários como este: “Fulano ficou rico após o incêndio”. Isso nada mais é que uma consequência da purificação. Podemos dizer o mesmo em relação ao incêndio de Atami. Se compararmos a atual cidade com o que ela era antes da catástrofe, veremos que a diferença é surpreendente.

Concluímos que, se os bons acontecimentos são apreciáveis, os maus também nos trazem benefícios, pois são purificadores, e que haverá verdadeora paz sempe que soubermos agradecer, tanto na saúde como na enfermidade. Mas isto se limitaaos que têm fé. Com os descrentes ocorre o contrário: o sofrimento gera o sofrimento, a ansiedade piora a situação, e tudo caminha para o abismo.

O segredo da felicidade humana consiste em aceitar esta verdade.

Alicerce do Paraíso: “Conheça a Vontade Divina” – 02/12/1953

domingo, 5 de janeiro de 2014

Trecho sobre a Prática do Sonen da palestra de Kyoshu-Sama, da Revista IZUNOME no.51, de março de 2012

Meishu-Sama escreveu os seguintes poemas:

“Pobres aqueles que ainda não despertaram

Sem perceberem que a noite chegou ao fim.”

“Pobre ovelha perdida!

Não se deu conta de que

A longa noite acabou.”

Por meio destes textos, Meishu-Sama nos diz o quanto é triste o fato de haver pessoas que ainda não têm consciência de que já adentramos o novo Mundo do Dia. Por outro lado, utilizando-nos, procura salvá-las.

O fato de sentirmos dor e sofrimento não seria porque, para salvar as pessoas que ainda se encontram perdidas devido à ignorância, Deus está unindo o sentimento delas ao nosso?

Deste modo, Ele olha por todos e nos faz perceber a escuridão e a incompletude que existem em nós, nas pessoas e nos ancestrais e antepassados, para que cada um consiga pôr um ponto final no Mundo da Noite. Isto porque, Ele deseja que tenhamos um novo começo.

Sendo assim, quando nos depararmos com um problema, é melhor não sofrer nem ficar tristes e desesperados. O ideal seria dirigir-nos a Deus: “Senhor, neste momento, estais enviando Vossa Luz a todas as pessoas que estão em sofrimento e ligadas a mim, não é mesmo? Estais nos salvando, criando e educando-nos, não é? Isto é uma graça maravilhosa! Juntamente com toda a humanidade e todos os seres, recebo esta graça com muita gratidão. Senhor, por favor, utilizai-me na concretização da Vossa vontade! Por intermédio de Meishu-Sama, entrego-me em Vossas mãos, para que o meu ser e todas as pessoas ligadas a mim sejam perdoados, salvos e recebidos no Paraíso. Senhor, que as Vossas bênçãos recaiam sobre todos os seres!” Responder desta maneira à Vontade de Deus que percebemos por meio da insegurança e da dor que sentimos, é uma maneira de encerrar o Mundo da Noite e, ao mesmo tempo, manifestar o nosso desejo de servir numa nova etapa.

Desta forma, podemos dizer que o fato de conseguirmos elevar a Deus nossas orações e gratidão por intermédio de Meishu-Sama, que se encontra dentro de nós, se deve às suas orações e à relação contínua de reciprocidade que ele mantém com Deus. mesmo que nossas preces e nossa gratidão não sejam suficientemente maduras, creio que Meishu-Sama as corrige, complementa-as e faz com que cheguem a Deus.

No seguinte poema, Meishu-Sama diz:

“Como ser humano, desprovido

de forças, não tenho escolha

senão entregar-me à Vontade de Deus.”

Sonen – encaminhar todos os antepassados (desencarnados e encarnados) envolvidos no problema.