quinta-feira, 22 de março de 2012

“Se nos apoiarmos na bengala de makoto, poderemos percorrer facilmente qualquer caminho.”

kyoto 2Interlocutor: Por favor, ensine-nos a maneira mais eficiente de fazer a difusão pioneira em locais longínquos.

Meishu-Sama: Não há uma forma especialmente definida. O fundamental é possuir makoto. Quem possui maior “makoto”, recebe maior proteção Divina. Como o espírito atua ativamente, é possível obter melhores resultados. A pessoa jamais deve se precipitar. Se isso acontecer, a força humana fica por cima e acaba provocando o efeito contrário. També, a existência ou não de resultado numa região depende da atmosfera espiritual clara ou escura do local; isso causa grande influência. Muitas vezes, depende da linhagem do padroeiro desse local. Depende também da fervorosa atividade dos antepassados. A pessoa deve empenhar-se ao máximo e entregar o restante nas mãos de Deus. Na parte de Deus, tudo depende do tempo certo e da ordem. Em muitos casos é necessário desenvolver a difusão primeiramente num determinado local, senão será impossível realizá-la em outro. Muitas vezes o pensamento de Deus difere do pensamento do homem. Como o homem desconhece isso, quando as coisas não correm bem, logo começa a precipitar-se. É importante observar-se com atenção esse ponto.

Revista Tijô-Tengoku no 4 – 25/maio/1949

Insatisfações

GRATIDÃO122 pares de sapatos e ela não encontrava um que servisse para aquela festa.

20 ternos e ele estava achando todos um lixo.

Geladeira cheia e o menino batia a porta da geladeira por não encontrar uma coisa gostosa.

Calmante forte, com tarja preta e receita, mas eles não conseguiam dormir.

Carro do ano na garagem, mas não sabiam para onde ir.

Casa de luxo na praia, mas estava fechada havia muitos meses... Celular último tipo.........

DVD, Karaokê, Notebook, Câmera digital, Vídeo Game In Box, jogos de última geração, e muita, muita insatisfação.

Estamos nos armando de tudo o que é tipo de tranqueira material para suprir o vazio que nada preenche. Vamos ao supermercado esperando encontrar felicidade nas prateleiras, mas voltamos frustrados, com o carro cheio e a alma vazia.

Nunca o homem teve tanto acesso a Deus e nunca ficou tão distante como agora, tantos templos, tantas religiões, tantas definições e ideologias, e mesmo assim, o homem se afasta cada vez mais do seu Criador. Por isso a carência afetiva, as doenças nervosas, a violência que se espalha, o consumismo que gera as diferenças sociais tão brutais. E nada sacia o homem, quanto mais ele acumula, quanto mais possui, mais vazio vai se tornando.

Aproveite seu dia, busque encontrar Deus pelo caminho, na pessoa que sentou-se ao seu lado no ônibus, no vizinho que você não cumprimenta já faz tempo, no animal abandonado que você quase atropela, na árvore que seca bem em frente a sua casa, no cidadão deitado no banco da praça, no filho que se embriaga e você nem vê, na filha que sofre a desilusão do primeiro amor e você não sabe.

Quantos gritam onde está Deus? Cegos pelo orgulho que não permite ver que Ele nunca se ausentou, sempre esteve na sua vida, no seu dia, na sua família, mas nunca foi chamado, a não ser nas desgraças e nos momentos de dor e sofrimento.

Você convidou Jesus para almoçar com você hoje? No dia do seu casamento você mandou o primeiro convite para Ele? Na sua formatura Ele estava presente? Hoje ao levantar-se você falou com Ele? Você contou do seu amor, da sua alegria no trabalho?

Você quer saber onde está Deus? Olhe para a sua vida, como você trata os seus, olhe para a sua casa, reveja suas atitudes diárias. Os atos falam mais do que as palavras e tudo o que fazemos, são as verdadeiras orações que levamos até Ele. Por isso, antes de fazer sua oração repetida, velha e cansada, coloque um "fogo novo" na sua vida: Convide Jesus para participar de todos os seus momentos, e assim, você será preenchido, saciado, envolvido pelo amor que nunca acaba, pela água que sacia a tua sede, e então, mesmo com muito pouco, serás plenamente feliz, porque Ele veio para que todos tenham vida, e tenham vida com abundância.

Paulo Roberto Gaefke

domingo, 18 de março de 2012

“Os problemas de um país não são solucionados porque falta makoto àqueles que o administram.”

GRATIDÃO 2Apesar de haver uma estreita relação entre Religião e Política, é estranho que isso não tenha despertado muito interesse. Na realidade, até o término da Segunda Guerra Mundial, a Política, longe de apreciar a participação da Religião, vivia oprimindo-a. Desde a antiguidade este fenômeno se fez notar em vários lugares, registrando-se não poucos casos da quase extinção de religiões devido à violência das perseguições. No entanto, por mais que a Religião tente realizar seu objetivo, que é a construção de um Mundo Ideal, para incrementar a felicidade do homem, torna-se evidente que ela jamais atingirá essa meta se a Política não for justa. Sendo assim, uma Política escrupulosa requer políticos íntegros e, para preencherem essa condição, os políticos devem ser dotados de religiosidade.

No Japão – desconheço a situação no estrangeiro – um erro no qual os políticos têm inclinação para incorrer é a corrupção. Pode-se dizer que isso acontece porque eles são escravos do materialismo, cuja origem está na falta de religiosidade. É desejável o aparecimento de políticos dotados de espírito religioso, pois só assim poderemos alimentar esperanças quanto ao futuro, aguardando o bom desenrolar dos destinos da Nação. No que se refere à construção de um novo Japão, é necessário, sobretudo, incutir espírito religioso nos políticos, para que seja realizada uma Política arraigada no senso religioso.

Atualmente o povo vive criticando, e com razão, a degeneração da Política, as fraudes eleitorais, a prevaricação dos funcionários públicos, a degradação dos educadores, etc. Os próprios políticos, os órgãos competentes e o povo empenham-se com unhas e dentes na solução purificadora dos problemas dessa lamacenta sociedade. Infelizmente, na prevenção do crime., conta-se apenas com a força da Lei, mas esta não atinge o âmago da questão, pois a causa dos crimes está no interior do homem, ou seja, na sua alma. Purificar a alma é o método verdadeiramente eficaz. Estou convicto de que isso só poderá ser conseguido através de uma Fé verdadeira.

Alicerce do Paraíso, “Religião e política” – 25/janeiro/1949

A Luz de Deus e a Doutrina

luz de deus Não é a doutrina mas sim a Luz de Deus que transforma o homem. As pessoas que consideram a Igreja Messiânica Mundial uma religião comum, muitas vezes se perguntam por que ela não possui uma doutrina. Não penso que ela seja importante. A doutrina é um conjunto de regras e preceitos; não pode salvar o homem. Desde tempos antigos quase todas as religiões tiveram algumas de suas doutrinas bem elaboradas e consideradas. Conseguiram elas aperfeiçoar o mundo/

Numa novela que li recentemente, o autor faz um dos seus personagens contar o seguinte: “Quando eu era jovem assistia aulas de religião e, um dia, comentamos os milagres narrados na Bíblia. Alguns acreditaram neles, enquanto que outros não. Os comentários transformaram-se em inflamado debate. Já que eu próprio não acreditava em milagres, ao voltar para casa, procurei arrancar as páginas da Bíblia que a eles se referiam. Mas quando voltei a ler, já sem essas passagens, constatei que a Bíblia era apenas um livro de Moral”.

Isso é bastante interessante. E é verdade. Se a religião consistisse apenas em doutrina, não ofereceria mais do que padrões morais. Eles não bastam. Fundamentando os princípios de moral, a religião deveria dar a consciência do grandioso poder místico e operador de milagres em ação no Universo, e que não pode ser explicado pela lógica. A força da religião está na apresentação deste poder místico. Quanto maiores milagres uma religião evidenciar, tanto mais valiosa poderá ser considerada.

Vou explicar. Os mandamentos são como leis decretadas para evitar os crimes. As leis são feitas para manter a ordem estabelecida pela sociedade e impor penalidades nos casos de violação. Muitas religiões são fundamentadas em mandamentos. Os mais antigos, dos conhecidos, são os Dez Mandamentos dados a Moisés os quais, durante a Era das Trevas foram fundamentais. Mas: “Você deve fazer isto…” ou “Você não pode fazer aquilo…” implicam penalidades – penalidades espirituais e não físicas.

As ameaças e os castigos não são os melhores meios para evitar que o homem pratique maldades. Um alcoólatra provavelmente não deixará de beber apenas porque lhe dizem que o álcool faz mal. Um meio muito melhor é dissolver as máculas do seu corpo espiritual, elevando-o a um nível onde sua Divina natureza possa ser despertada, o que o levará a sentir um natural repugnância pelo álcool, ou pela maldade, conforme o caso.

É a tendência para fazer o mal ou agir desonestamente que deve ser eliminada, pois as pessoas inclinadas à prática de ações corruptas têm preferência por elas. Por exemplo, a essas pessoas parece, por vezes, que ganhar dinheiro por meios desonestos é mais fascinante do que adquiri-lo honestamente. Em tais casos, a natureza Divina ou primária encontra-se num estado enfraquecido, enquanto que a natureza animal ou secundária está fortalecida, o que significa que a alma está num nível baixo. Quando a alma está em plano mais elevado, são incapazes de tais ações.

Até que a sociedade supere esse baixo nível de consciência, é perigoso ficar sem regulamentos legais e instituições penais. A despeito da forte ação coercitiva das leis reguladores, existirão muitas pessoas inclinadas a transgredi-las. Entre elas podem ser incluídos homens que ocupam altas funções e que têm responsabilidade social, homens que ocupam são vistos como grandes personagens. Posição social e cargos políticos não indicam necessariamente desenvolvimento espiritual.

Abster-se de fazer o mal, apenas pela ameaça das penalidades ou da crítica, não é o bastante. Somente quando o homem atinge um nível em que não sente mais o desejo de fazer o mal, em que não são as leis e regulamentos que o impedem, quando realmente encontrou a alegria de fazer o bem, é que ele desperta para sua verdadeira natureza.

O homem pode não atingir subitamente os níveis mais altos, mas deve alcançá-lo degrau por degrau. Os dogmas são necessários de certo modo, mas o supremo objetivo é muitíssimo mais elevado. A Igreja Messiânica Mundial empenha-se em elevar o indivíduo ao mais iluminado estado de consciência.

A invisível Luz de Deus, canalizada através do Johrei, alcança as profundezas do espírito e o ilumina, mesmo quando o Johrei é recebido com atitude cética. O Johrei desperta a natureza Divina do homem, colocando-o em contato com a sua alma. Por isso nossa religião não é uma religião comum.

Do ponto de vista material, esta compreensão pode ser difícil. Mas quando se experimenta o efeito do Johrei, intui-se a Luz de Deus. Mesmo aqueles que dão excessiva importância ao intelecto serão despertados para o poder do espírito sobre a matéria, e curvarão a cabeça reverentemente.

Extraído do livro “Os Novos Tempos”

sexta-feira, 16 de março de 2012

ESTADO MENTAL DE FELICIDADE

Joanna de Ângelis

A problemática da felicidade encontra solução eficaz no comportamento íntimo do indivíduo em relação à vida.

Por que transferir para o futuro o momento de ser feliz, quando se pensa em conseguir determinados valores, que possivelmente não lograrão completar o quadro de harmonia e ventura pessoal?

Pode-se e deve-se ser feliz em cada instante, pois tal conquista procede do estado de espírito e não dos recursos materiais amealhados de que se pode dispor.

O dinheiro soluciona alguns problemas; projeta a personalidade; promove socialmente o indivíduo, mas não resolve as situações interiores, nas quais estão as bases da harmonia como do desequilíbrio.

É necessário valorizar-se o que realmente pode proporcionar a felicidade e não os seus acessórios. Digamos, então, que esta é um estado mental, variando de pessoa para pessoa, conforme o seu grau de evolução, portanto, a sua aspiração maior.

As conquistas materiais não dispõem do poder de fazer as criaturas felizes. Podem diminuir-lhes a aflição, atender a algumas necessidades, minorar amarguras, gerar bem-estar e conforto...

Esperando-se conseguir o beneplácito da felicidade, mediante as dádivas da cornucópia da fortuna, por exemplo, perdem-se muitos instantes felizes que dificilmente retornarão.

Essa felicidade dourada, sem preocupações, ociosa, não existe; é miragem que se dilui ante a realidade.

Podes conseguir o estado mental de felicidade permanente, crendo que ela é propiciada pelo amor a Deus, que a deposita no escrínio dos teus sentimentos, a fim de que aí a desdobres, brindando às demais pessoas.

Assim, não obstante as mudanças e circunstâncias em que te encontres, alterando o ritmo dos assuntos e acontecimentos externos, ela permanecerá contigo, porque está em ti.

O vendaval das paixões não a expulsa;

a frialdade do abandono não a empalidece;

o granizo da ofensa não a fere;

o ouro das ambições não a entorpece;

o fogo das lutas cruzadas não a atinge.

Ela permanece serena, e qual chama abençoada, com a sua luz aponta o caminho seguro a seguir. aclamando as ansiedades do coração.

A felicidade plena e compensadora não é deste mundo. No entanto, germina e se desenvolve enquanto o Espírito avança pela estrada reencarnacionista, graças às ações desenvolvidas e ao comportamento mantido.

Reservada para o "reino dos céus", é indispensável que o homem lhe conduza as matrizes íntimas mediante as quais se desvela no momento oportuno.

Psicografia de Divaldo P. Franco - Momentos de Esperança

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ponto Negro

luzCerto dia, um professor entrou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova relâmpago. Todos se sentiram assustados com o teste que viria.

O professor entregou, então, a folha com a prova virada para baixo, como era de costume...

Quando puderam ver, para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro no meio da folha.

O professor, analisando a expressão surpresa de todos, disse:

- Agora vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.

Todos os alunos, confusos, começaram a difícil tarefa. Terminado o tempo, o professor recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.

Todas, sem exceção, definiram o ponto negro tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.

Após ler todas, a sala em silêncio, ele disse:

- Esse teste não será para nota, apenas serve de aprendizado para todos nós. Ninguém falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vidas. Temos uma folha em branco inteira para observar, aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. A vida é um presente de DEUS, dado a cada um de nós com extremo carinho e cuidado. Temos motivos pra comemorar sempre. A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro. O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um familiar, a decepção com um amigo. Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.

Pense nisso. Tire os olhos dos pontos negros da sua vida. Aproveite cada bênção, cada momento que Deus lhe dá. Creia que o choro pode durar até o anoitecer, mas a alegria logo vem no amanhecer. Tenha essa certeza, tranqüilize-se e seja feliz!

Que Deus te abençoe e guarde.

“Makoto é o que mais desejo para este país”

Praticar o makoto é fazer o bem ao próximo, deixando a si mesmo em segundo plano. Ou seja, é o pensamento altruísta. É a prática do bem em prol da Humanidade e da sociedade.

Makoto é o contrário de falsidade. É a Verdade. Entretanto, a pessoa não pode simplesmente ser sincera. É preciso que ela use a inteligência e se baseie no senso comum.

Fazer o bem objetivando o seu próprio país ou sua classe social, parece ser uma boa ação, mas não é makoto, pois é uma ação limitada.

É necessário avaliar o makoto tendo como base o amor à Humanidade.

Revista Tijô-Tengoku no 4 (25/maio/1949)

GRATIDÃO 3“Nada é tão precioso quanto o makoto, o qual tem o poder de penetrar até mesmo numa grande rocha de ferro.”

Só o makoto é capaz de resolver os problemas dos indíviduos, do país e do mundo. A deficiência política resulta da falta de makoto. A pobreza material e a corrupção moral também tem a mesma origem. Enfim, todos os problemas são gerados pela falta de makoto. Religião, Educação e Arte que não se alicerçam no makoto, passam a representar meras formas sem conteúdo.

Homens, a chave de todos os problemas está no makoto. Alicerce do Paraíso, “Sinceridade” (25/janeiro/1949)

“Makoto é um tesouro inestimável que se acumula no coração das pessoas que não são falsas, que não mentem.”

Talvez não exista nenhuma palavra que soe tão agradavelmente quanto “simpatia”. Pensando bem, a simpatia é muito mais importante do que imaginamos, pois tem muita relação não só com o destino do indivíduo, mas também com a sociedade. Se alguém se tornasse simpático graças ao relacionamento com uma pessoa simpática e isso fosse se propagando continuamente, é óbvio que a sociedade se tornaria bastante agradável. Por conseguinte, diminuiriam os problemas, principalmente o conflito e o crime; espiritualmente, criar-se-ia o Paraíso. Não existe meio melhor do que esse, pois não requer dinheiro, não é trabalhoso e pode ser posto em prática imediatamente.

Falando, parece muito simples, mas todos sabem que, na realidade, não é tão fácil assim, pois não basta que a simpatia seja apenas aparente. A verdadeira simpatia aflora do interior; é indispensável, portanto, que a pessoa tenha makoto, o que depende de cada um. Em suma, a base da simpatia é o espírito de Amor ao Próximo.

Vou contar um pouco de minha experiência a esse respeito.

É engraçado que mesmo falar destas coisas, mas desde pequeno, onde quer que eu fosse, quase nunca era malquisto ou antipatizado. Pelo contrário, era respeitado e amado na maioria das vezes. Então, pensando bem, concluí que tenho uma característica que me parece ser o motivo disso: sempre deixo meus interesses e minha própria satisfação em segundo plano; procuro fazer, em primeiro lugar, aquilo que satisfaz aos outros, aquilo que os deixa felizes. Ajo assim não por razões morais ou religiosas, mas naturalmente. Talvez seja da minha própria natureza. Em outras palavras, é até uma espécie de “hobby” para mim. Por essa razão, muitos dizem que tenho uma natureza privilegiada, e é possível que tenha mesmo.

Depois que me tornei religioso, esse sentimento aumentou ainda mais. Quando vejo uma pessoa sofrendo por doença, não consigo ficar tranquilo; tenho vontade de curá-la a qualquer custo. Então, ministro-lhe Johrei, e ela fica curada e feliz. Ao ver sua alegria, esta se reflete em mim e eu me sinto feliz também. Por esse motivo, criei inúmeros problemas no passado e sofri muito. Mesmo quando achava que nada poderia fazer por uma pessoa e que deveria parar de dar-lhe assistência, a pedido insistente e até suplicas da própria pessoa e de sua família, eu cedia e continuava indo visitá-la, ainda que fosse longe. Gastava tempo e dinheiro, e, no final, o resultado era ruim, desapontando os falmiliares do doente. Muitas vezes, cheguei a ser odiado. Toda vez que isso acontecia, eu me censurava, achando que deveria tornar-me mais frio.

Como essa minha característica também foi de muita ajuda para a construção do protótipo do Paraíso Terrestre e do Museu de Belas-Artes, creio que ela me tenha sido atribuída por Deus. Quando vejo uma magnífica obra de arte ou uma paisagem maravilhosa, não sinto vontade de apreciá-la sozinho e até fico melindrado; nasce em mim o desejo de mostrá-las a um grande número de pessoas, para alegrá-las. Dessa forma, minha maior satisfação é alegrar o próximo, o que me faz ficar alegre também.

Alicerce do Paraíso, “Pessoa Simpática” – (21/abril/1954)