quinta-feira, 29 de março de 2012

“Se você deseja corresponder à Vontade de Deus, torne-se uma pessoa que deseja a felicidade do próximo.”

“É preciso ter pleno conhecimento de que existem dois tipos de amor: o amor Shojo (restrito) e o amor Daijo (amplo). O exemplo mais extremo de amor Shojo é o amor próprio; em seguida, por ordem, o amor entre os familiares, os amigos, a comunidade, as classes, o amor pela pátria e o amor pelo povo. Todos esses tipor de amor são amor Shojo. Por mais ardentes que sejam, acabam constituindo um mal, pois dão origem a conflitos. imagesCAK3QE1FEntão o que é o amor Daijo? É o amor à humanidade, o amor ao mundo, o amor de Deus. Se acordo com esse princípio, o amor Shojo é um amor limitado; consequentemente, por mais que se preguem esplêndidas teorias, ele representa um perigo, A causa das guerras está nessa amor. Para erradicar totalmente a guerra, torna-se necessário que o amor ao mundo se espalhe por toda a humanidade, tornando-se um ideal comum. Não existe outro meio além desse para eliminar completamente a guerra.

Com base no argumento acima, é preciso saber que o princípio de todos os conflitos está no amor Shojo. E uma coisa incompreensível é que mesmo as religiões que pregam o amor, infalivelmente possuem conflitos internos. Hoje em dia não existem conflitos religiosos tão grandes assim, mas as Cruzadas da antiga Europa, entre outros movimentos, fizeram guerras religiosas. Mesmo no Japão, existiam, antigamente, os chamados monges soldados. Os bonzos pegavam nas armas e guerreavam, e isso também está claro na História.

Sendo assim, a religião que está em conflito perde rapidamente sua qualificação como entidade religiosa. Nesse sentido, caso se trate de uma religião verdadeira, ela deve pregar o amor ao mundo e, ao mesmo tempo e, ao mesmo tempo, transformá-lo em prática; esse é o procedimento de uma religião Daijo. A nossa Igreja Messiânica Mundial tem como base o amor Daijo e promove a salvação da humanidade, por isso recebe o nome de Mundial.

Jornal Eiko no 166, “Amor Daijo” – 23/julho/1952

“A felicidade que sentimos quando fazemos outras pessoas felizes é uma felicidade inigualável.”

imagesCABH3ISRConforme já expliquei, o destino e até mesmo a vida e a morte são determinados pelos designios de Deus. A letra que forma a palavra “mei” (desígnio), a qual também figura em “seimei” (vida) é a mesma que “meirei”(ordem). A morte é o cancelamento da ordem de Deus. A ordem é cancelada porque o indivíduo está causando danos ao mundo, perdendo o valor da sua existência. Assim, o homem precisa lutar para a sua ordem não ser cancelada, para ser amado por Deus e para tornar-se útil à sociedade, caso contrário não poderá ter vida longa e feliz.

Quanto mais perto do nível superior das camadas do Mundo Espiritual, menor é o sofrimento com doença, pobreza e conflito. Os espíritos gozam de saúde vigorosa, são afortunados, suas vestimentas, alimentos e moradias são soberbos. Como eles levam uma vida alegre, a felicidade de Yukon aí posicionado é transmitida diretamente ao homem, no Mundo Material, por meio do elo espiritual, tornando-o feliz. Ao contrário, o Yukon que se encontra nas camadas inferiores do Mundo Espiritual reflete-se no homem, através do elo espiritual, e ele leva uma vida infernal, passa a vida toda infeliz.

Existem pessoas que se interessam pela fisiognomonia e pelos pontos cardeais de uma casa, mas quem se encontra no nível superior das camadas do Mundo Espiritual, quando vai se mudar ou construir uma moradia, muda-se naturalmente para uma que esteja bem bem localizada e tenha bom aspecto. Ao contrário, se a pessoa está no nível inferior das camadas do Mundo Espiritual, por mais que se esforce, muda-se para uma casa mal localizada e de mau aspecto. Também no que se refere a casamento, a boa ou má afinidade deve-se ao mesmo princípio, a Lei da Identidade Espírito-Matéria. Portanto, ninguém pode se rebelar contra essa força absoluta.

Agora darei uma breve explicação sobre predestino e destino. O predestino é determinado desde o nascimento, sendo limitado a um dos três planos do Mundo Espiritual – Superior, Intermediário e Inferior –, e é impossível ultrapassar esse limite. O destino depende do esforço feito para se atingir o nível mais alto ou o nível mais baixo do plano predestinado. Portanto, em relação à imutabilidade do predestino, o destino concede uma certa liberdade.

O homem deve sempre acumular virtudes, diminuindo os seus pecados, para que o seu Yukon se eleve a camadas cada vez mais altas do Mundo Espiritual. Não existe outro caminho, além desse, para o homem se tornar feliz.

Coletânea Série Jikan vol.3, “Camadas do Mundo Espiritual” – 25/agosto/1949

“Meu único empenho é concretizar aquilo a que a humanidade aspira.”

imagesCABLRBFVEu, também, tenho vários sofrimentos. Acho isso muito natural, porque meu trabalho é desbravar o mundo das trevas, em que Satanás e Daiba estão agindo à solta. É como se eu estivesse rodeado por uma cerca de lanças representadas pela inveja, pela perseguição, pelos mal-entendidos, pela má fama, etc. Como preciso romper esta cerca e pouco a pouco vou expandindo o Paraíso neste mundo infernal, as dificuldades que encontro estão além da imaginação. Mas estou seguro de que meus sofrimentos não são maiores, como poderia parecer a quem está de fora, porque tenho a grandiosa proteção de Deus. Eu próprio me considero a pessoa mais feliz deste mundo e julgo-me dono de um destino muito misterioso, motivo pelo qual sempre vivo agradecido.

Tenho, porém, sofrimentos que as pessoas desconhecem. Passarei a escrever sobre o maior deles. É justamente o que se refere à medicina moderna, cujos erros durante muito tempo vim apontando através da palavra escrita e oral. Entretanto, para dizer a verdade, até agora não pude colocar a questão a nu. Sempre procurei ter o cuidado de abrandar ao máximo as minhas palavras, a fim de evitar choques, pois receava que, se expusesse toda a verdade, o resultado fosse desastroso. Além disso, mesmo que eu quisesse falar abertamente, havia uma terminante proibição de Deus nesse sentido, obrigando-me a esperar até o momento certo. Deus me fez profundas revelações sobre a saúde e a doença do homem. Não fosse assim, eu não poderia afirmar algo de tamanha grandeza: a construção de um mundo sem doenças. Se falo claramente, é porque tenho absoluta convicção do que estou dizendo.

Por essas razões, a solução do problema da doença constitui a base fundamental para eliminar o sofrimento da humanidade. Entretanto, analisando a situação em que esta se encontra, devo dizer que é demasiado trágica. E eu, que vejo tal situação , sofre de maneira quase insuportável, porque Deus ainda não me permitiu divulgar a verdadeira solução do problema. É como se me encontrasse prensado entre duas tábuas. Não consigo, portanto, disfarçar o meu estado de espírito, a minha ânsia de que chegue o mais breve possível o tempo de divulgar a Verdade.

Jornal Kyusse no 65, “Um sofrimento” – 03/junho/1950

AMOR AO PRÓXIMO

“Nobre é o homem que, desejando o bem do próximo, coloca-se em segundo plano.”

untitledCerta ocasião, uma senhora me disse: “Tenho a impressão de que, ao morrer, irei para o Inferno, mas quero ir para o Paraíso.”

Respondi-lhe: “Não me importa cair no Inferno. Desde que, antes, eu consiga levar todas as pessoas do mundo para o Paraíso. Se, mesmo assim, eu for para o Inferno, não tem importância. Penso o contrário da senhora.”

Aí, ela falou: “O senhor pensa assim, porque é homem. Mulher é diferente.”

Há uma diferença radical entre não querer ir para o Inferno, mas para o Paraíso, e querer que as pessoas subam ao Paraíso, ainda que se desça ao Inferno. Na verdade, quem pensa em conduzir as pessoas ao Paraíso, também irá para lá. Quem deseja ir para o Paraíso, acredito que não irá para o Inferno, mas ficará no nível inferior do Mundo Superior ou no Mundo Intermediário.

Coletânea de Ensinamentos vol.23 – 27/junho/1953

quarta-feira, 28 de março de 2012

“Seja qual for o sofrimento que a pessoa enfrente, se ela caminhar baseada apenas no makoto, jamais vacilará.”

GRATIDÃOInterlocutor: Fui atingido pelo infortúnio da guerra, em Tóquio, e atualmente estou residindo em outro local. Embora eu tenha ardente desejo de trabalhar bastante para o Caminho da Salvação, embora suporte os seguidos sofrimentos materiais e espirituais, não consigo dedicar como gostaria. Qual será o motivo?

Meishu-Sama: É porque você possui muitas máculas e, também, porque tem uma grande missão. Quem tem maior missão, precisa um polimento maior. Por esse motivo, quando a pessoas tem fé, mesmo tendo purificações difíceis, Deus sempre manifesta milagres e algo de bom, para que ela seja capaz de suportar as purificações sem perder as esperanças. Basta que a fé não se abale para que as coisas comecem a melhorar gradativamente, sem que seja preciso sofrer tanto. Consequentemente, devemos entender que se trata de um sofrimento para melhorar.

Revista Tijô-Tengoku no 2 – 01/março/1949

“Com a bengala do makoto, poderemos caminhar até mesmo num mundo cheio de preocupações e sofrimentos.”

É necessário que a Tie Shokaku (Inteligência da Percepção Verdadeira) atue e, para isso, tudo dependerá das toxinas que a pessoa possui na cabeça, e das suas condições psicológicas. Se houver um mínimo de pensamento impuro ou má intenção, a inteligência ficará nublada e não poderá atuar. Se no pensamento da pessoa não houver impurezas, e sim o desejo de se empenhar realmente pelo bem do mundo e dos homens, a inteligência atuará. è por esse motivo que o homem de maus pensamentos, infalivelmente, fracassa.

Coletânea de Ensinamentos vol.26 – 05/setembro/1953

“O único poder que constrói um mundo de paz, é o makoto.”

O amor à pátria parece ser comum a todos os povos. Talvez não exista um só país que não o adote como regra de ouro e máxima do civismo. No Japão também, até o fim da guerra, um forte sentimento de amor à pátria tomava conta de toda a população. Uma das causas, naturalmente, era o regime imperialista, em que o Imperador era o símbolo do povo, adorado como a encarnação de Deus. O fato está nitidamente gravado em nossa memória.

É obvio que o respeito e a crença na eternidade da família imperial criaram esse sentimento no povo e que certo grupo de ambiciosos e de governantes exerceu enorme influência sobre o ensino e a propaganda, fazendo com que tudo saísse a seu favor. Como resultado, construiu-se uma nação singular, como jamais se viu outra igual. Considerando-se um país Divino, o Japão acabou caindo na auto-satisfação, fez-se de “filhinho mimado”, sem ao menos ser tão rico assim. Habilmente, os escolásticos insuflaram esse complexo de superioridade em termos lógicos e históricos, o que foi desastroso. Assim, o sentimento de lealdade e patriotismo assolou o país inteiro, e o povo acabou por achar muito normal fazer qualquer coisa em prol da nação e do Imperador, até mesmo sacrificar a própria vida. Isto era considerado o mais elevado ato moral.

Com a perda da guerra, o orgulho dos japoneses voou longe e, ao contrário, até nasceu neles um sentimento de inferioridade. Nessa ocasião, houve uma declaração do Imperador que deixou o povo perplexo: “Eu não sou Deus, sou um homem”. Surgiu, então, a nova Constituição, que dizia estar o poder nas mãos do povo. Dessa forma, o Japão se tornou uma nação democrática. Foi realmente um acontecimento inédito desde o começo de sua existência histórica. Além disso, a mudança de posição do Imperador, que antes se colocava na posição de Deus, determinou que, à exceção dos intelectuais, o futuro da grande massa popular, já sem razão de existência, ficasse totalmente obscuro. E todos sabem que o povo acabou por perder o rumo, situação que continua até os dias de hoje.

A propósito, houve um fato muito engraçado. Logo após o término da guerra, todas as pessoas que se encontravam comigo diziam, com expressão desapontada: “O ‘vento Divino’ acabou não soprando, não é?” Então eu respondia: “Não digam tolices. O “vento Divino” soprou, mas você o estavam interpretando erradamente. Em verdade, a Vontade de Deus é ajudar o Bem e castigar o Mal. Já que o Japão é que estava errado, é natural que tenha perdido a guerra. Portanto, ao invés de nos lamentarmos, deveríamos agradecer e até comemorar. Como não podemos fazer isso, temos de ficar quietos, mas virá o dia em que todos compreenderão a verdade”. Ouvindo essas palavras, as pessoas diziam: “Entendi perfeitamente”, e voltavam alegres para suas casas.

Através desse fato, podemos ver que os japoneses deixavam em segundo plano o que é bom e o que é mau, quando se tratava de assuntos relativos à Nação. Pensando apenas no seu próprio bem, chegaram a criar e propagar o “slogan” “Hakko iti u” (o mundo sob a égide do Japão) e a julgar que, se o seu país estivesse bem, pouco importavam os outros países. Isso foi considerado lealdade e patriotismo, e assim os japoneses vieram avançando como cavalos refreados a cabresto. Desde essa época, portanto, estava sendo plantada a semente terrível da catástrofe.

Quando pensamos em tudo isso, compreendemos que o amor à pátria deve estar de acordo com a época. Além do mais, se não for com base no conceito do Bem e do Mal, do certo e do errado, é impossível formar um plano a longo prazo, em termos nacionais. Sendo assim, vou mostrar o sentimento de amor à pátria que está de acordo com a era vindoura.

Em termos mais claros, o fundamental é tornar “Daijo” o pensamento do Japão, que até então era “Shojo”. Sintetizando: criar o amor internacional, o amor humanitário, isto é, amar o mundo por amar o Japão. Atualmente, tudo está se tornando universal e internacional, e as aspirações independentes e transcendentais já se tornaram sonho do passado. Consequentemente, em termos concretos, o amor à pátria, daqui para frente, deve consistir, antes de mais nada, em tornar segura a vida de nossos irmãos – noventa milhões de pessoas – e fazer do Japão uma nação justa, baseada na moral, merecedora do respeito do mundo inteiro. A propósito, existe o problema do rearmamento, que está em ativa discussão. As teses desfavoráveis e contrárias acham-se em confronto há algum tempo e não se obtém nenhuma solução. Entretanto, acho que não é um problema tão difícil assim. Encarando-o como um problema real, logo compreenderemos a solução adequada, ou seja, abandonar o rearmamento se houver garantia de que não há absolutamente nenhum país que possa invadir o Japão; caso contrário, fazer uma defesa de acordo com a capacidade do país.

Alicerce do Paraíso, “Novo conceito de amor à Pátria” – 03/dezembro/1952